Organizada protesta na casa de Nobre e ironiza "Valdisney"
Na noite desta segunda-feira, uma torcida organizada do Palmeiras realizou um protesto nos arredores da casa do presidente Paulo Nobre, situada na Granja Viana, Região Metropolitana de São Paulo. Com caráter pacífico, a manifestação reuniu cerca de 500 pessoas e teve caráter plural: enquanto uns pediam a saída do diretor-executivo José Carlos Brunoro, outros disparavam contra o mandatário palestrino, o classificando como "agiota".
O gerente de futebol, Omar Feitosa, também foi alvo dos fãs alviverdes, que não se esqueceram de Valdivia. O meia chileno teve seu episódio envolvendo um passeio com a família à Disney, antes de descobrir o impasse envolvendo o futebol dos Emirados Árabes, ironizado por uma extensa faixa, que trazia consigo os dizeres: "Valdisney: até quando?".
Por volta das 19h (de Brasília), os torcedores se reuniram na sede do clube, no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, e partiram rumo à Granja Viana. Os palestrinos se dispuseram em dois ônibus, 20 carros e algumas motos. Na concentração, muitos alegaram que a falta de contato entre Nobre e os torcedores não pode ser mais suportada.
Logo em sua chegada, os torcedores palmeirenses se concentraram na entrada do condomínio, formando uma espécie de corredor humano. O ato incomodou os demais moradores, que chegaram a tentar o contato com o mandatário. Porém, não tiveram sucesso.
Após constantes gritos de "Nobre, incompetente, pegou o Palmeiras para brincar de presidente", os fãs uniformizados deixaram o local, por volta das 22h30 (de Brasília), após conversas com a Polícia Militar, que estruturou cinco viaturas e uma base móvel nos arredores. Nenhum ato de violência foi registrado, mas outra manifestação foi marcada pelos líderes da torcida. Desta vez, na manhã do sábado, tendo como espaço a Academia de Futebol.
Sem vencer há oito jogos no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras tem como próximo compromisso o São Paulo. O clássico ocorre neste domingo (17), às 16h (de Brasília), no Pacaembu.