Operação mira grupo suspeito de cambismo digital em jogos do Palmeiras
Polícia Civil cumpriu 15 mandados em São Paulo após auditoria do clube identificar compras suspeitas de ingressos por meio de robôs
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra um esquema de cambismo digital em jogos do Palmeiras. Iniciada após denúncia do próprio clube, a apuração revelou o uso de robôs para compra massiva de ingressos e revenda por valores inflacionados, além de fraudes no sistema de reconhecimento facial com dados de terceiros. Na ação, agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão, recolheram eletrônicos e prenderam um suspeito em flagrante por posse de arma e munições.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação, nesta terça-feira (13), para investigar um esquema de cambismo digital envolvendo ingressos para jogos do Palmeiras como mandante, sobretudo no Nubank Parque. A informação é do portal "ge".
Dessa forma, a investigação começou após o clube paulista solicitar a abertura de um inquérito. Uma auditoria interna identificou movimentações suspeitas de um grupo no sistema de comercialização de entradas. Segundo a apuração, os suspeitos usavam robôs para comprar grandes quantidades de ingressos pelo sistema oficial.
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Depois da aquisição, o grupo revendia as entradas por valores superiores aos preços cobrados pelo Palmeiras. A ação dificultava o acesso dos torcedores ao canal oficial de vendas. A presidente Leila Pereira pediu a investigação, que ficou sob responsabilidade do delegado Cesar Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).
Além disso, a polícia também encontrou indícios de irregularidades no cadastro de torcedores. Como o clube utiliza reconhecimento facial para controlar o acesso aos jogos no estádio, os investigadores apuram se os suspeitos usavam dados de terceiros para garantir a entrada nas partidas.
Mandados de busca e apreensão
Ao todo, os agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e em cidades do interior e da região metropolitana. Assim, durante a operação, a polícia recolheu celulares, notebooks, documentos e anotações com informações relacionadas aos cadastros do sistema de reconhecimento facial.
Em um dos endereços investigados, os policiais encontraram uma arma com numeração suprimida e munições de diferentes calibres, incluindo munição de fuzil. Por fim, o material levou à prisão em flagrante de um dos investigados, cuja identidade não foi divulgada.
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