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Abel Ferreira revela arritmia e diz que o futebol lhe deixou com menos cabelo e a barba branca

Treinador do Palmeiras comentou problema médico após a conquista do Paulistão e a necessidade de exames por conta do calendário brasileiro que só está começando

9 abr 2023 - 21h21
(atualizado às 22h22)
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A coletiva de imprensa pós o título do Palmeiras, o oitavo de Abel Ferreira no comando da equipe, revelou um treinador mais aberto do que costuma ser. Depois de levar o tradicional banho de gelo dado pelos atletas - com Endrick na liderança do grupo -, o técnico português, ainda que tenha reiterado o desejo de preservar seu lado pessoal, brincou sobre o impacto do futebol brasileiro em sua aparência física.

"Estou com menos cabelo e com mais barba branca", disse, ao comentar sobre o insano calendário de jogos do futebol nacional. Só em abril, entre Paulistão, Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, o Palmeiras vai disputar nove partidas.

"Tive arritmia. Tive de fazer exames complementares no coração. Nove jogos no mês é desumano. Temos de mudar isso (no futebol brasileiro). Temos de reduzir o número de jogos, humanizar o futebol", suplicou. "O dinheiro não é tudo. Se o produto for bom, as pessoas pagam por ele, mesmo com menos jogos".

No fim da conversa com os jornalistas, Abel, agora junto de Vanderlei Luxemburgo como o segundo técnico que mais títulos tem pelo Palmeiras, se declarou ao clube comandado por Leila Pereira pelo qual já ergueu oito troféus. Apenas Osvaldo Brandão, com dez taças, ganhou mais do que ele.

"O Palmeiras é um estilo de vida. É mais do que um clube, é uma forma de viver, de estar. Os valores do clube coincidem com os meus valores. O que digo aos meus jogadores é que, enquanto isso durar, que a gente viva com intensidade".

Ele também refletiu sobre seu futuro. Seu contrato tem vigência até dezembro de 2024. A vontade do português é de ficar, mas, como o futebol é dinâmico, não é capaz de dizer até quando vai continuar seu vitorioso trabalho no Palmeiras. "Gosto de estar onde querem que eu esteja. Já disse ao (ex-presidente Maurício) Galiotte que este é o clube dos sonhos de qualquer treinador. O único defeito é que tinha um oceano de distância da minha família. De resto, é um clube top. Nós gostamos muito de estar aqui", afirmou, citando a distância de sua mulher e filhos, que não existe mais desde o meio do ano passado, já que eles passaram a morar em São Paulo.

"O clube sabe. Várias propostas chegaram até mim. Tenho um plano para mim, sabemos que o futebol é muito dinâmico. Tenho minha família aqui. Já fui muito egoísta com a minha família, gosto de estar aqui, mas o próximo passo tem de ser muito bem pensado. Mas não penso nisso agora. Felizmente, tenho ganhado e as pessoas vão me engolindo. Faz parte do futebol", disse.

Estadão
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