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1º "jogo ruim" da Copa, Nigéria x Irã faz festa virar vaia

16 jun 2014
18h23
atualizado às 19h24
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A Copa do Mundo de 2014 tem se caracterizado neste início por jogos de alto nível técnico e muita emoção – a média de gols é superior a 3 por partida, e a competição já tem mais viradas do que a edição de 2010. Mas Irã e Nigéria remaram contra a maré nesta segunda-feira, na Arena da Baixada, protagonizaram o primeiro 0 a 0 do Mundial e conseguiram transformar a empolgação da torcida brasileira em vaias à qualidade do confronto.

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O clima antes da bola rolar era de festa: relativamente poucos nigerianos ou iranianos, mas muitos brasileiros, vários deles pintados ou vestidos com as cores de uma das seleções e declarando sua torcida. Muitos cânticos entoados – alguns deles dos clubes da cidade, Atlético-PR e Coritiba –, "ola" nas arquibancadas e aplausos no apito inicial.

<p>Irã e Nigéria fizeram um jogo muito ruim na Arena da Baixada, em Curitiba</p>
Irã e Nigéria fizeram um jogo muito ruim na Arena da Baixada, em Curitiba
Foto: AFP

Aos poucos, porém, o clima foi mudando. O Irã se retrancou em uma postura extremamente defensiva, e a Nigéria não tinha ideias para criar chances de gol, recorrendo constantemente a lançamentos sem direção. Lances de nível técnico sofrível, como furadas, chutes a quilômetros de distância da meta e cruzamentos que caíram atrás do gol, foram minando a paciência dos fãs na Arena da Baixada.

O primeiro tempo chegou ao fim sob o som de sonoras vaias aos dois times – fato inédito na Copa do Mundo até então. A festa voltou no intervalo, e a segunda etapa começou mais otimista: a cada jogada minimamente promissora, a torcida se levantava e fazia barulho. Mas as bolas paradas não davam em nada, e os contra-ataques invariavelmente acabavam em passes errados.

Time que buscou muito mais o ataque, a Nigéria teve duas grandes chances de tirar o zero do placar nos últimos minutos, mas errou o alvo em ambas. Além disso, na melhor jogada da partida, o árbitro marcou mão de maneira equivocada e anulou o ataque nigeriano. Nas arquibancadas, pode-se ouvir um sono coro de "ei, juíz, vai tomar no c...".

Na Copa mais empolgante e positiva dos últimos tempos, Irã e Nigéria só conseguiram colocar para baixo a média de gols – e também a paciência do torcedor brasileiro, que mostrou o descontentamento com uma monumental vaia após o apito final.

Fonte: Terra
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