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Motociclismo

Retrospectiva 2022: Sem Márquez, Honda sofre e amarga lanterna da MotoGP

Honda sentiu na pele o peso da ausência de Marc Márquez em 2022, quando o hexacampeão da classe rainha se afastou para realizar uma nova cirurgia no braço direito. E o resultado final foi tão trágico quanto às etapas sem o alento do espanhol

9 dez 2022 - 05h16
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Marc Márquez é a grande força da Honda
Marc Márquez é a grande força da Honda
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

Se a gente costuma definir a relação entre Fabio Quartararo e Yamaha como 'super dependente', a da Honda com Marc Márquez pode levar a mesma definição. Em 2022, a marca da asa dourada viu sua grande estrela se lesionar mais uma vez e se afastar da categoria. Sem ele, a equipe pouco conseguiu evoluir ou melhorar durante o ano e o fim foi trágico: terminou o campeonato na lanterna entre os construtores.

Desde o início da temporada, o piloto de Cervera frisava que a Honda precisava mudar seu "conceito". A equipe modificou fortemente o projeto da moto para 2022, que passou a ser muito mais focada na traseira para melhorar a tração. Vindo de uma série de problemas físicos desde o início do campeonato de 2020, Marc não havia pegado completamente a mão com a nova RCV.

Até o GP da Itália, Márquez ia ao limite, mas alcançava alguns resultados. Só que as coisas mudaram de rumo quando o time convocou uma coletiva de imprensa às pressas para comunicar que o espanhol se afastaria da classe rainha para passar por uma nova cirurgia. O movimento no braço direito de Marc Márquez ficou extremamente afetado pelas consecutivas intervenções cirúrgicas há dois anos.

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Marc Márquez
Marc Márquez
Foto: Repsol / Grande Prêmio

Marc ficou mais de 100 dias fora. Enquanto as notícias eram de que a intervenção no braço do multicampeão tinha sido um sucesso, as coisas iam por água abaixo no campeonato. Pol Espargró, Álex Márquez, Takaaki Nakagami e o substituto de Márquez, Stefan Bradl, pouco conseguiram fazer enquanto o #93 estava fora. Espargaró vivia um calvário dentro da equipe, Nakagami sofria diversos abandonos, Álex mantinha uma constância atrás do pelotão. 

Por isso, quando o espanhol retornou ao grid, a diferença absurda foi mais uma vez constatada: chegou a um pódio e a uma pole-position. A todo tempo ele insistia que o objetivo era voltar a se adaptar e ter tempo de pista, mas conseguiu resultados bem diferentes dos seus companheiros. 

No fim, o hexacampeão da MotoGP terminou em 13º lugar, com 113 pontos. Espargaró, Nakagami e seu irmão foram 17º, 18º e 19º, respectivamente. Já a Honda terminou em último lugar do Mundial de Construtores, 293 tentos atrás da campeã Ducati

A dependência é clara. A equipe coloca nas costas de Márquez uma grande responsabilidade, mas precisa ser dividida. E ele mesmo já deixou isso claro. 

"Você sempre quer mais e mais. Não posso dizer que estou desapontado porque a Honda está trabalhando, eles estão tentando e trouxeram uma nova moto. Mas precisamos de mais se quisermos lutar pelo Mundial. Com o que nós temos aqui, não vamos lutar", disse.

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