EXCLUSIVO: Campeão da Moto3 em 2025, José Antonio Rueda projeta adaptação à Moto2
Campeão mundial fala ao Parabólica sobre adaptação à nova categoria, cita ídolos, projeta evolução e comenta sua relação com o Brasil.
Em entrevista exclusiva ao Portal Parabólica, realizada durante o GP do Brasil, o campeão da Moto3 em 2025, José Antonio Rueda, falou sobre a temporada histórica, a adaptação à nova categoria e os próximos passos na carreira. Agora piloto da Red Bull KTM Ajo na Moto2, o espanhol adota um discurso de maturidade e cautela, mesmo após um ano dominante.
Rueda relembrou que o título foi construído com consistência, sem a pressão de pensar no campeonato a cada etapa.
“Fomos corrida a corrida, dando 100% a cada fim de semana, sem pensar muito no campeonato. Foi um ano incrível, um dos melhores da minha carreira, principalmente pelos pódios e vitórias”, destacou.
Ainda jovem, o piloto descreve a conquista como a realização de um sonho.
“Sempre quis estar em uma equipe competitiva e vencer. Foi muito especial, mas sempre mantive os pés no chão e trabalhei duro para alcançar o objetivo final, que era o título”, afirmou.
Já na Moto2, Rueda evita projeções imediatas por resultados expressivos. Segundo ele, o momento é de aprendizado em uma das transições mais exigentes do motociclismo.
“É um dos maiores saltos entre as categorias. Ainda tenho muito a aprender. Quero evoluir passo a passo, construir uma base sólida e crescer com consistência”, explicou.
Questionado sobre possíveis rivais, o espanhol citou nomes fortes do grid, como David Alonso, Daniel Holgado e Manuel González, reforçando o alto nível competitivo da categoria.
Entre suas principais referências, o espanhol destacou Jorge Lorenzo, ídolo desde a infância, e Marc Márquez, pela capacidade de superação ao longo da carreira.
Sobre os desafios na nova categoria, o piloto foi direto: adaptação total.
“A gestão dos pneus, o controle do peso na moto e o estilo de pilotagem são pontos-chave. Ainda estou entendendo tudo isso, tanto para voltas rápidas quanto para manter um bom ritmo de corrida”, disse.
Apesar de já ser apontado como promessa para a MotoGP, Rueda mantém o foco no presente.
“Sim, claro, mas neste momento não penso muito, agora estou totalmente concentrado na Moto2. A Moto2 é um dos maiores saltos entre as categorias, e ainda tenho muito a aprender. Quero dar passos firmes, sem pressa, construindo uma boa base. No futuro, quem sabe lutar por vitórias e algo mais. Mas, por enquanto, estou focado em entender a moto, me adaptar e evoluir. Quero aprender o máximo possível e evoluir”, afirmou.
Correndo pela primeira vez no Brasil, o espanhol também destacou a energia da torcida local e a forte ligação do país com o esporte.
“O Brasil tem uma torcida muito apaixonada, tanto por automobilismo quanto por futebol. Estou muito animado por estar aqui, é algo especial”, disse.
Ao falar sobre futebol brasileiro, o piloto citou alguns dos principais nomes que conhece:
“Conheço Neymar, Ronaldinho, Ronaldo… e sei que o Depay joga aqui, não é?”, comentou, em tom descontraído.
A relação com o país também passa pela cultura. Ao descrever sua primeira impressão do Brasil, Rueda resumiu com bom humor: “Samba.”
Em seguida, revelou o contato com a música brasileira antes mesmo de chegar ao país:
“Fiz uma playlist só com músicas brasileiras antes de vir. Ouço bastante funk, principalmente por causa do TikTok.”
Fora das pistas, o jovem aposta na simplicidade para manter o foco.
“Gosto de treinar em casa, estar com a família e com os amigos. Isso me ajuda a relaxar e a me preparar melhor para as corridas”, concluiu.
Com o status de campeão e os pés no chão, José Antonio Rueda inicia sua trajetória na Moto2 como um dos nomes mais promissores da nova geração e, como mostrou em entrevista exclusiva ao Parabólica, com a cabeça voltada para evolução constante.
A Moto2 retorna às pistas nos dias 24,25 e 26 de abril, para o Grande Prêmio da Espanha no Circuito de Jerez.