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Messi continua sendo o centro de gravidade da Argentina mesmo depois de duas décadas

22 jun 2026 - 19h02
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Vinte anos depois ‌de Lionel Messi ter disputado uma partida de Copa do Mundo pela primeira vez, a Argentina ainda é impulsionada pela mesma força irresistível.

A dúvida antes do torneio era se a atual campeã conseguiria manejar a carga de trabalho de um capitão que completará 39 anos ainda nesta ⁠semana. Após duas partidas, e cinco gols de Messi, a questão ‌para os adversários da Argentina está se tornando como pará-lo.

Messi marcou todos os gols da Argentina nesta Copa do Mundo, levando a seleção ‌aos 16 avos de final com uma ‌partida de antecedência e definindo o tom inicial de sua ⁠campanha como uma nova declaração do que ela pretende fazer no torneio.

Depois de três gols na estreia contra a Argélia, os dois na vitória de 2 x 0 sobre a Áustria nesta segunda-feira, fizeram de Messi o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, ultrapassando a marca ‌geral da lenda brasileira Marta e estendendo sua sequência de partidas fazendo ‌gols na competição para ⁠seis.

Esperava-se que a ⁠atual campeã continuasse perigosa, mas talvez não tão dependente — ou tão dramaticamente elevada — ⁠por seu capitão de 38 anos. ‌Em vez disso, Messi ‌tem sido o seu grande diferencial, transformando um time já difícil de ser batido em um com um jogador decisivo que dita o ritmo do torneio.

Para seus companheiros de equipe, mesmo depois de ⁠todos esses anos, a sensação de admiração não diminuiu.

"É uma loucura", disse o meia argentino Leandro Paredes à emissora TyC Sports. "Ele continua nos surpreendendo em cada treino, em cada partida. É um prazer para nós, e tentamos aproveitar a presença ‌dele dia após dia, não só em campo, mas fora dele também, porque ele é espetacular como pessoa."

O atacante Julián Álvarez disse ⁠que a longevidade de Messi só tornou sua mais recente onda de gols ainda mais notável.

"Vinte anos sendo o melhor do mundo, o melhor da história, e ele ainda continua mostrando, na sua idade, que tem o talento e toda a sua magia", afirmou Álvarez.

A Argentina não está simplesmente prestando homenagem a um ícone em declínio ou tentando carregá-lo em um último torneio. Quatro anos depois de Messi ter levado a seleção à glória no Catar, ela ainda é inspirada por ele e continua a contar com ele nos momentos decisivos das partidas.

Duas décadas depois, a Argentina ainda gira em torno de Messi.

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