Cartola espanhol questiona Fifa sobre final da Copa de 2030: "Quem mente?"
Presidente de LaLiga desconfia do desmentido da entidade após dirigente marroquino afirmar que decisão pela final em Casablanca já estava tomada
O presidente de LaLiga, Javier Tebas, questionou a credibilidade da Fifa após a entidade negar a afirmação de Fouzi Lekjaa, líder da Federação Marroquina, de que a final da Copa de 2030 ocorrerá em Casablanca. A Fifa afirma que o palco ainda não foi definido, mas a declaração acirrou a disputa entre Marrocos e Espanha, que pleiteia a decisão em estádios como o Santiago Bernabéu e o Camp Nou. O torneio será sediado conjuntamente pelos dois países e Portugal, com jogos inaugurais na América do Sul.
A disputa pela sede da final da Copa do Mundo de 2030 ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (10). O presidente de LaLiga, Javier Tebas, questionou publicamente a versão da Fifa sobre o local da decisão e colocou em dúvida a credibilidade da entidade.
A polêmica começou depois que Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Marroquina de Futebol e integrante do Conselho da Fifa, afirmou que a final seria realizada no futuro Estádio Hassan II, em Benslimane, na região de Casablanca. O estádio terá capacidade prevista para cerca de 115 mil torcedores.
No entanto, a Fifa negou que tenha escolhido o palco da decisão. A entidade informou que a definição ainda será anunciada "no devido momento" e classificou como falsas e enganosas as informações de que Gianni Infantino teria garantido a final ao Marrocos.
Tebas questiona versão da Fifa
Diante do conflito entre as declarações, Tebas mostrou desconfiança em relação ao posicionamento da entidade. O dirigente espanhol também defendeu que a decisão deveria acontecer na Espanha.
"Lekjaa afirma que a final será em Casablanca. Fifa diz que é falso. Então, quem mente? Devemos acreditar, mais uma vez, no desmentido oficial da Fifa de Infantino?", disse Tebas.
Além disso, o presidente de LaLiga destacou que Lekjaa não é um dirigente qualquer. Afinal, além de comandar a federação marroquina, ele integra o Conselho da Fifa e ocupa um cargo no governo do Marrocos. Por isso, Tebas considera relevante a declaração do dirigente.
"Quando uma instituição transforma o desmentido em costume, chega um momento em que o problema já não é o que se desmente. O problema é quem acredita", completou.
Espanha e Marrocos disputam palco da final
Enquanto o Marrocos promove o novo Estádio Hassan II como candidato à decisão, a Espanha também trabalha para receber a partida mais importante do torneio.
Entre as opções espanholas aparecem o Santiago Bernabéu, em Madri, e o Camp Nou, em Barcelona. O presidente da Real Federação Espanhola (RFEF), Rafael Louzán, defende a realização da final no país e argumenta que a estrutura espanhola oferece condições para receber o confronto.
A Copa de 2030 terá organização conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos. Além disso, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas de estreias de suas respectivas seleções como parte da comemoração do centenário do primeiro Mundial.
Por enquanto, portanto, a Fifa mantém oficialmente a decisão em aberto. A declaração de Lekjaa, porém, aumentou a pressão sobre a entidade e intensificou a disputa entre Espanha e Marrocos pelo jogo que encerrará a competição.
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