Público chega cedo, mas encara fila e atraso antes do UFC Barueri
Mesmo em uma quarta-feira, o UFC de Barueri recebeu um grande público desde cedo, antes das portões serem abertos. Porém, eles foram surpreendidos com algo que acontece poucas vezes nos eventos da franquia: tiveram que encarar fila e atraso antes de entrar no octógono.
A maioria dos presentes em Barueri estava na fila para ver um evento do UFC pela primeira vez. Mas um casal que já foi para uma das edições no Rio de Janeiro reclamou do que definiram como "palhaçada". Acompanhados de outros amigos, os dois chegaram no Ginásio José Correa às 14h30 (de Brasília), mas até as 16h30 ainda não tinham entrado. O card preliminar está previsto para começar às 17h30.
"Em comparação com o Rio de Janeiro está bem desorganizado", protestou Ana Carolina Louzado, ajudada pelo marido, Rafael Vergueiro: "a gente chegou cedo exatamente para entrar logo e até agora nada. O estacionamento no Rio era R$ 20 e aqui está R$ 50", afirmou ele.
Porém, por ser inexperiente, boa parte do público nem se incomodou com a fila e o atraso. Foi isso que Leandro Rodrigues, que levou o filho Pedro, de apenas 13 anos, observou.
"A cidade precisava de um evento assim e comprou a ideia. A cidade tem aceitado tudo aqui - muitos eventos de futebol e até o TUF (reality show do UFC) foi gravado aqui", lembrou ele, que já estimula o filho a lutar muay-thai. "Já tive vontade de ser lutador, mas agora não quero mais", afirmou Pedro.
Outra dificuldade para o público é o fato de o evento ser realizado em uma quarta, dia que costuma ser voltado para o futebol no Brasil. Renato Dias, 40 anos, estava na fila com uma camisa do Cruzeiro, mas disse que nem adiantaria reclamar do agendamento de lutas do UFC.
"Isso é por causa do monopólio da Globo. É ela que dá esses horários ridículos. Eu sou de Genebra e lá não tem isso, a TV não define o horário. Mas aqui é assim e nem adianta reclamar", analisou o cruzeirense.
Apesar dos problemas, de fato a empolgação e o otimismo da torcida devem dominar o UFC de Barueri. Tanto os mais velhos quanto os mais novos apostam em vitórias dos brasileiros. "Só não quero nocaute rápido. Às vezes não dá nem para sentar", pediu José Bastos, 51 anos.
Já Felipe Moraes, 17 anos, prevê que Erick Silva será o brasileiro que terá mais dificuldades no octógono. "Mas aposto que os dois vão ganhar sim", afirmou ele, seguindo a linha do que todos entrevistados na fila palpitaram.
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