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Após perder o bronze, Érika Miranda evita pensar em Tóquio 2020

7 ago 2016 19h44
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Após ser derrotada pela campeã mundial da categoria meio-leve (até 52kg), a japonesa Misato Nakamura, na disputa pela medalha de bronze dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, neste domingo, a judoca Érika Miranda não conseguiu esconder a frustração pelo resultado. Com 29 anos, a brasiliense revelou que está em dúvida se deve ou não trabalhar para buscar a redenção em Tóquio 2020.

"Estou tão cansada que nem consigo pensar nisso (iniciar um novo ciclo olímpico). Se eu pensar em um próximo, vou ficar esgotada. Vou dar tempo ao tempo, foi longo período de preparação e tenho que refletir quais são minhas prioridades e o que eu quero. Acho que é muito cedo para falar qualquer coisa ainda", disse ao canal Sportv.

"A maior derrota é sair daqui sem medalha. Passa um filme pela minha cabeça. Sei o sacrifício que fiz para estar aqui. O atleta que sobe ao tatame quer mais do que todo mundo. Só que isso aqui são os Jogos Olímpicos", acrescentou.

Em sua primeira oportunidade de disputar uma Olimpíada, Érika Miranda se lesionou e ficou de fora de Pequim 2008. Quatro anos depois, em Londres, a brasileira caiu logo na estreia. No Rio de Janeiro, ela lamenta a "dor" de uma nova derrota e ressalta o equilíbrio entre as judocas no maior evento esportivo do mundo.

"Nesse momento, a gente sente uma dor muito grande. Não tem muito o que dizer. Isso é Olimpíada. Acho que não saí com a medalha hoje, uma medalha tão sonhada, tão trabalhada, mas hoje não era só eu atrás dessa medalha. Eram 22 meninas. Agora, é bola para frente, ter tempo para pensar, para refletir e, nesse momento é só dor mesmo", concluiu a quinta colocada do meio-leve feminino.

Com as eliminações de Sarah Menezes e Felipe Kitadai no último sábado, o judô brasileiro segue sem conquistar medalhas no Rio 2016.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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