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Boxe

Superluta Pacquiao-Mayweather reaquece paixão pelo boxe

27 abr 2015 - 20h12
(atualizado às 20h12)
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O tão esperado duelo entre Manny Pacquiao e Floyd Mayweather, marcado para a noite de sábado em Las Vegas, já está sendo chamado de 'luta do século', movimenta um bilhão de dólares e é esperado como a chama que reascenderá a paixão pelo boxe, que sofre cada vez mais com a concorrência do MMA.

"O boxe está renascendo. Estou muito feliz pelo nosso esporte, porque esta luta vai ser fantástica e corresponder à expectativa fenomenal que vem gerando", se entusiasma o lendário George Foreman.

'Big George' sabe do que está falando quando se refere à 'luta do século', já que participou daquele que muitos consideram o maior combate de todos os tempos, o famoso 'Rumble in the Jungle', quando foi nocauteado por Mohamed Ali, em 1974, em Kinshasa.

No próximo sábado, o palco será a capital mundial do jogo, e no lugar do embate entre o irreverente e engajado Ali e o carrancudo e conservado Foreman, o duelo de sábado será entre um semi-deus filipino e o atleta mais bem pago do planeta.

Manny "Pacman" Pacquiao, de 36 anos, e Floyd "Pretty Boy" Mayweather, de 38, são sem dúvida os melhores lutadores de suas gerações, e movimentam cifras astronômicas.

No total, a superluta movimentará cerca de um bilhão de dólares. Além de conquistar o título unificado dos pesos meio médios, os dois dividirão uma bolsa de 300 milhões, dos quais 60% devem ir para o americano e 40% ao filipino.

Apenas 1.000 ingressos foram colocados à venda para o público, e se esgotaram em dois minutos, com preços dos mais salgados, entre 1.500 e 7.500 dólares. Os outros 15.500 lugares serão divididos entre convidados de ambos os pugilistas e patrocinadores.

No sábado, um internauta chegou a colocar sua entrada a venda por nada menos de 140.000 dólares.

A maioria das receitas, porém, será gerada pela venda dos direitos de transmissão, arrebatados nos Estados Unidos por HBO e Showtime, que pretendem vender pacotes de pay-per-view para três milhões de lares americanos.

Foreman não esconde a preferência por Pacquiao, lutador, que como ele, teve que superar várias adversidade e conseguiu dar a volta por cima depois de duras derrotas, apesar de reconhecer o favoritismo de Mayweather, invicto em 47 combates.

"Ali-Foreman já passou, tivemos a nossa hora de glória. Não podemos mais mudar a história do boxe, mas Mayweather pode. Se, para isso, ele precisar falar muito e ostentar, faz parte", disse o ex-campeão mundial dos pesos pesados, que venceu 76 das 81 lutas que disputou.

Foreman lamenta, inclusive, o fato desta superluta ser entre pesos mais leves, na ausência de grandes talentos nos pesados, categoria de maior apelo.

"Não existem pesados talentosos nos Estados Unidos, é como se tivessem desaparecido ou tivessem sido absorvidos pelos outros esportes".

A superluta deste sábado voltou a despertar uma paixão nunca vista desde a década de 90, era dominada pelo último grande peso pesado, Mike Tyson.

"Desde a decadência de 'Iron Mike', a morte do boxe vem sendo anunciada, mas o esporte continua batendo recordes de arrecadação, apesar de ser um esporte anacrônico", observou Daniel Roberts, jornalista americano especializado em lutas.

Tanto nos EUA quanto no Brasil, o boxe vem sendo ofuscado pelo MMA, que atrai um número cada vez maior de fãs e praticantes entre os mais jovens.

"O boxe precisa voltar a atrair as novas gerações, tando em termos de atletas quanto em termos de público. Para isso, tem que acabar com os cartéis de promotores que impediram os melhores combates de acontecer, inclusive esse, que foi adiado por muitos anos", disse Roberts.

Os fãs de boxe aguardam a superluta há mais de seis anos. No dia 5 de dezembro de 2009, o canal ESPN chegou a anunciar o duelo entre Pacquiao e Mayweather para o dia 13 de março de 2010, mas o filipino negou ter assinado qualquer contrato.

O acordo acabou sendo firmado no dia 27 de janeiro, numa reunião 'informal' marcada em meio a uma partida de NBA, em Miami.

Apesar de sempre fazer jus ao apelido 'money' ao ostentar gastos milionários nas redes sociais, Mayweather fez questão de salientar várias vezes que o evento de sábado "não é uma questão de dinheiro, mas de legado".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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