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Vasco avança em competições e fica otimista com projeção de premiações

Com vagas nas segundas fases da Copa do Brasil e na Sul-Americana, clube já arrecadou uma soma de mais de R$ 5,3 milhões neste ano

21 fev 2020
07h04
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A situação financeira do Vasco não é das mais tranquilas, mas o clube deu passos importantes nos últimos dias para manter o otimismo por momentos melhores. Após eliminar o Altos (PI) e o Oriente Petrolero (BOL), a equipe avançou às próximas fases da Copa do Brasil e da Sul-Americana, e pode seguir com o sonho de cumprir, pelo menos, as primeiras projeções feitas no orçamento de 2020.

Abel Braga, treinador da equipe do Vasco (Foto: AIZAR RALDES / AFP)
Abel Braga, treinador da equipe do Vasco (Foto: AIZAR RALDES / AFP)
Foto: Lance!

No documento votado no fim do ano passado, o Cruz-Maltino projetou R$ 20.297.500,00 em premiações de competições nacionais e internacionais. Com a classificação na Sul-Americana, o Vasco arrecadou 675 mil dólares (cerca de R$ 2,9 milhões) e mais R$ 2,4 milhões na Copa do Brasil. A soma de mais de R$ 5,3 milhões pode dar um alívio ao clube.

Caso a equipe seja eliminada na segunda fase das duas competições, teria a obrigação de ser, no mínimo, 10º colocado no Campeonato Brasileiro para ganhar R$ 16,9 milhões. O 11º leva R$ 12,9 milhões. Esta foi, inclusive, a colocação que o Cruz-Maltino colocou para 2019. Isso tudo sem contar com o Campeonato Carioca. Caso vença a Taça Rio, o Vasco ainda arrecada mais R$ 500 mil.
- Fizemos um placar em casa. Sabemos da dificuldade de jogar na Bolívia. Estamos em um processo de evolução do trabalho ainda. Lógico que é melhor evoluir e corrigir quando os resultados vem. É uma classificação importante para o clube institucional e financeiramente. Queremos avançar o máximo que der. Estamos satisfeitos por alcançar o objetivo. A equipe vai ganhando mais forma - disse André Mazzuco, diretor executivo de futebol do clube.

As limitações financeiras geraram alguns atritos na diretoria do Vasco nos primeiros meses de 2020. Os vice-presidentes Adriano Mendes (controladoria) e João Marcos Amorin (financeiro) deixaram os cargos após divergências com o presidente Alexandre Campello. Um dos principais motivos foram as discordâncias sobre o investimento possível no futebol. O mandatário vê o limita da folha em até R$ 4,3 milhões, enquanto os outros analisavam a necessidade de redução.

Atualmente, a dívida é a seguinte: dezembro, férias, a segunda parcela do 13º e janeiro para jogadores (alguns ainda tem direitos de imagem). Dezembro, férias, 13º e janeiro para funcionários acima de R$ 1.800 e férias, 13º e janeiro para quem recebe menos. O primeiro mês de 2020 venceu nesta quinta-feira, como acontece todo dia 20 por um acordo interno.

Em campo, o Vasco só volta a jogar no próximo dia 29, contra o Resende, pela estreia na Taça Rio. A partida pela Copa do Brasil deve ser no dia 4 de março, enquanto a segunda fase da Sul-Americana acontece apenas após o término dos grupos da Libertadores.

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