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Pékerman tenta recuperar campanha de 2014 para salvar Colômbia

Com títulos pela seleção argentina e líder da Colômbia na campanha do quinto lugar em 2014, José Pékerman precisa driblar a derrota na estreia para respirar na Copa do Mundo

22 jun 2018
07h22
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A melhor definição de José Pékerman é: o homem responsável por devolver a Colômbia à Copa do Mundo após 16 anos sem a seleção do país se classificar para o torneio. Nascido em 9 de março de 1949, o treinador argentino assumiu o comando da equipe em janeiro de 2012 e tornou-se ídolo em 2014, ao conseguir organizar o time com jogadores que tinham o talento ofuscado pela indisciplina e avançar às quartas de final do Mundial realizado no Brasil de forma invicta.

José Pékerman garantiu uma renovação em 2014, mas será que vai repetir o feito em 2018? (Foto: ACK GUEZ/AFP)
José Pékerman garantiu uma renovação em 2014, mas será que vai repetir o feito em 2018? (Foto: ACK GUEZ/AFP)
Foto: Lance!

Após dizer ao então presidente da Federação Colombiana de Futebol, Luis Bedoya, que não permitiria que dirigentes dessem "pitacos" no momento da convocação e assumir o cargo, seus primeiros passos na função foram montar uma comissão técnica de pessoas com perfil comprometido que já haviam trabalhado com ele e banir a entrada de empresários e familiares nas concentrações.

Além disso, deixou claro que os atletas que fossem descomprometidos logo deixariam de fazer parte de sua lista, mas contratou o psicólogo argentino Marcelo Roffé, que ajudou a aumentar a confiança do time e deixá-lo determinado a ter o melhor desempenho possível para se igualar até aos adversários mais difíceis. As mudanças fizeram com que a equipe liderada por Mario Yepes realizasse a melhor campanha da história da Colômbia em Copas do Mundo ao chegar às quartas de final invicta, só perdendo para o Brasil na eliminação (2 a 1).

Entretanto, o trabalho que classificou a seleção colombiana em segundo lugar nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa de 2014 - com 9 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, totalizando 30 pontos - não surtiu o mesmo efeito para o Mundial da Rússia, em que a equipe se classificou na quarta colocação, com 27 pontos, um a mais que o Peru, que foi para a repescagem. Desta vez, os comandados de Pékerman venceram 7 vezes, empataram 6 e perderam 5.

Na fase de grupos de 2014, los cafetones pertenciam a chave C, junto com Costa do Marfim, Grécia e Japão , e venceram todos os três confrontos - Colômbia 3 x 0 Grécia; Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim; Japão 1 x 4 Colômbia. Já em 2018, em que a seleção colombiana pertence ao Grupo H, ao lado de Japão, Polônia e Senegal, a estreia foi um verdadeiro fiasco. Contra os Samurais Azuis, o time ficou com um a menos logo aos três minutos de bola rolando, com expulsão de Carlos Sánchez ao tocar o braço na bola dentro da grande área e, de pênalti, Kagawa marcou o primeiro gol da vitória japonesa por 2 a 1.

- Foi uma jogada fatal que complicou tudo, nós ainda sobrevivemos, conseguimos o empate com um jogador a menos, mas o Japão na segunda parte ajustou a equipa e aproveitou a nossa inferioridade - analisou Pékerman após a partida.

Agora, o que resta é Pékerman depositar na seleção colombiana a sua experiência dos tempos de técnico da Argentina, onde conquistou três Mundiais pela equipe sub-20 e levou o time principal à Copa de 2006 e ao vice-campeonato da Copa das Confederações de 2005. Para obter bons resultados na Rússia, ele conta com a experiência de dez atletas que disputam sua segunda Copa do Mundo. Entre eles, David Ospina, Juan Cuadrado, Quintero e Carlos Sánchez estrearam como titulares.

James deve recuperar a posição

A tendência é que James Rodríguez, artilheiro do Mundial do Brasil, com seis gols, e Cristian Zapata também recuperem as posições que ocupavam no time em 2014. O trunfo da equipe desta vez, é o camisa 9 Falcao García, que não apresentou sua melhor condição física pela falta de velocidade, mas teve agilidade em jogadas aéreas, acertando duas bolas em direção à meta. Atuando mais adiantado James Rodríguez poderia por em prática seus conhecidos passes em profundidade certeiros, que, algumas vezes, acabam se tornando grandes chances de gol.

Por outro lado, a lateral colombiana falhou em alguns momentos contra o Japão por apoiar os avanços dos pontas, o que deixou um buraco na defesa, facilitando a saída de contra-ataques do rival. Para evitar tomar gols diante da seleção polonesa, que conta com o atacante Lewandowski - maior artilheiro das Águias Brancas, com 55 gols em 96 jogos -, o time colombiano vai precisar recuperar sua marcação característica, que abafa o adversário e pressiona sua saída, mas tomando cuidado para evitar falhas que podem gerar oportunidades contrárias.

A defesa também deve estar atenta aos perigos de chegadas à grande área. Apesar de o goleiro Ospina ter realizado três defesas pontuais no confronto de estreia, contra o Japão, a atenção deve ser mantida já que não vem de uma boa temporada no Arsenal e acabou perdendo espaço para o tcheco Petr Cech. O confronto entre Polônia e Colômbia acontece no próximo domingo, às 15h, na Arena Kazan com transmissão em tempo real do LANCE!.

*Sob supervisão de Aigor Ojêda

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