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OPINIÃO: No dia do aniversário de Pelé, relembre a passagem dele no Cosmos

23 out 2015 - 12h44
(atualizado às 12h44)
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Pelé completa hoje (sexta-feira) 75 anos de idade. A história do Rei na Seleção Brasileira e no Santos é badalada. Assim, é importante recordar, como mais uma homenagem ao maior craque de todos os tempos, a sua trajetória no Estados Unidos: a passagem pelo New York Cosmos e o fim da carreira, em 1977.

O assédio da Warner Brothers, fabulosa produtora de entretenimentos e proprietária do clube norte-americano, a Pelé começou em 1971, quando Clive Toye, gerente-geral do NYC, procurou o craque em Kingston, capital da Jamaica, onde o Santos fizera escala em uma excursão. Outros executivos da empresa também estiveram com o Rei nos três anos seguintes, principalmente Steve Ross, o “big boss” da WB, Nesuhi Ertegum, gerente de Negócios, e Rafael de La Sierra, diretor da TV a cabo do clube, já então uma realidade nos EUA.

Sierra explicou a Pelé que ele seria o carro-chefe da expansão do negócio e teria também a tarefa de impulsionar o futebol no país. No começo de junho de 1975, o craque, então com 34 anos, acabou aceitando a proposta de seis milhões de dólares - algo próximo de 70 milhões atuais - livre de impostos, por três anos de contrato. Além disso, um confortável apartamento no centro da cidade, um escritório no Rockfeller Center, um Caddillac do ano para locomoção dele e da família, e um avião disponível para resolver assuntos de maior urgência. A WB tinha sob contrato, entre outros, Frank Sinatra, Rolling Stones, Paul Newman e o diretor de cinema inglês, o gênio Stanley Kubrick.

No dia 15 daquele mês, o Rei fez sua estreia marcando uma vez no empate por 2 a 2 no amistoso com o Dallas Tornado, levando 21.278 torcedores ao Downing Stadium de Randall’s Island. A estreia oficial ocorreu no dia 18, no 2 a 0 sobre o canadense Toronto Metros, em jogo válido National American Soccer League (NASL), o campeonato nacional da primeira divisão de lá, naquela época. Pelé não anotou na ocasião, mas fez 65 gols nas 107 partidas que disputou pelo NYC ao longo de três temporadas, com 60 vitórias, nove empates e 38 derrotas. Foi campeão norte-americano em 1977, com vitória de 2 a 1 sobre o Seattle Sounders na decisão.

Pelé teve três técnicos no Cosmos: os ingleses Gordon Bradley (1975/76) e Ken Furphy (1976) e o sul-africano de origem italiana Eddie Firmani (1977). Furphy quis ser diferente e chegou a barrar o Rei. E acabou sendo sumariamente demitido pelo chefão Steve Ross. Você já ouviu falar em Furphy?

Pelé teve companheiros no NYC, entre outros, o brasileiro Carlos Alberto Torres, o alemão Franz Beckenbauer, o peruano Ramon Mifflin, o italiano Giorgio Chinaglia e o norte-americano Rick Davies, um lourinho bom de bola que hoje seria sem dúvida a grande estrela da Seleção dos EUA.

Com Pelé, a média de público do clube na NASL subiu de 3.578 torcedores por jogo em 1974 para 10.450 em 1975, 18.227 em 1976 e 34.142 em 1977, além é claro de ampliar a venda de pacotes de TV a cabo. Na goleada de 8 a 3 sobre o Fort Lauderdale Strikers (14/8/77) o Cosmos pôs 77.691 pessoas no extinto Giants Stadium de Nova Iorque.

DESPEDIDA DE PELÉ

Pelé encerrou sua carreira no NYC em 1º de outubro de 1977, na vitória de 2 a 1 sobre o Santos, no Giants, jogando um tempo por cada clube. O evento foi transmitido ao vivo para 44 países, incluindo o Brasil. Pelé também recebeu homenagens da Organização das Nações Unidas e do Hotel Plaza, em festa para 300 convidados, incluindo os seus pais, Dondinho e Celeste.

No plenário da ONU, recebeu o título de Cidadão do Mundo, oferecido por diplomatas dos 159 países da entidade. Entre os presentes, Jeff Carter, representando como filho o presidente dos EUA Jimmy Carter, o secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, o ministro das Relações Exteriores do Brasil Antônio Francisco Azeredo da Silveira, e os capitães das seleções campeãs mundiais em 1958, Hideraldo Luiz Bellini, em 1962, Mauro Ramos de Oliveira, e em 1970, Carlos Alberto Torres, então companheiro de Pelé no NYC.

Depois de brilhar com a camisa do Santos, Pelé jogou no NYC, ao lado de Carlos Alberto Torres (Foto: Reprodução/Twitter)

Também compareceu Odilon Resende de Andrada, prefeito de Três Corações-MG, terra natal do Rei. Pelé atuou um tempo por cada equipe. Foi registrado, no jogo da despedida o segundo maior público do NYC, 75.646 pagantes, superado apenas pelo de 77.691, registrado nos 8 a 3 sobre o Fort Lauderdale Strikers.

Em tempo: o New York Cosmos, criado em 1970, acabou em 1984, e ressurgiu em 2010. Foi campeão nacional dos EUA em 1972, 1977, 1978 e 1980.

A FICHA DO JOGO

New York Cosmos 2 x 1 Santos

Local: Giants Stadium, em East Rutherford, Nova York /EUA.

Público: 75.646 pagantes.

Juiz: Gino D'Hipolito / EUA.

Gols: Reinaldo 14', Pelé (para o Cosmos) 42' e Ramon Mifflin 49'.

NY COSMOS: Shep Messing (EUA) depois Erol Yasin (Turquia), Nelsi Morais (Brasil), Werner Roth (EUA), Carlos Alberto Torres (Brasil) depois Bob Smith (EUA) e Rildo (Brasil) depois Santiago Formoso (EUA); Franz Beckenbauer (Alemanha), Terry Garbett (Inglaterra) depois Vitomir Dimitrijevic (Iugoslávia) e Tony Field (Inglaterra) depois Tommy Ord (Inglaterra); Giorgio Chinaglia (Itália), Pelé (Brasil) depois Ramon Mifflin (Peru) e Steve Hunt (Inglaterra) depois Roberto de Oliveira (EUA). Técnico: Eddie Firmani.

SANTOS: Ernâni, Fernando, Joãozinho, Alfredo Mostarda e Neto; Zé Mário, Aílton Lira (Pelé) e Rubens (Bianchi); Nílton Batata, Reinaldo (Juary) e Carlos Roberto. Técnico: Oto Glória.

A FICHA DE PELÉ

Nome: Édson Arantes do Nascimento

Nascimento: Três Corações / MG, em 23/10/40

Números na carreira: 1.375 jogos e 1.284 gols

Clubes: Santos / SP (1957-1974) e New York Cosmos / EUA (1975-1977)

Santos: 1.116 jogos e 1.091 gols entre 7/9/56 e 2/10/74

Principais títulos no Santos: Mundial Interclubes (1962 e 1963), Taça Libertadores da América (1962 e 1963), Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), Torneio Rio-São Paulo (1959, 1963, 1964 e 1966), Torneio Teresa Herrera / Espanha (1959), Torneio Pentagonal do México (1959), Troféu Il Gialorosso / Roma (1960), Torneio de Paris (1960 e 1961) e Campeonato Paulista (1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973).

Seleção Brasileira: 115 jogos e 95 gols entre 7/7/57 e 18/7/71

Títulos na Seleção Brasileira: Copa do Mundo (1958, 1962, 1970), Copa Roca (1957, 1963), Taça Oswaldo Cruz (1958, 1962, 1968), Taça Bernardo O'Higgins (1959) e Taça do Atlântico (1960)

Homenagens: Atleta do Século (Jornal L'Équipe / França - 1981 e Comitê Olímpico Internacional - 1999) e Melhor

Jogador do Século (Fifa - 2000)

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