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Maradona defende Messi e pede reunião com jogadores da Argentina

Ídolo afirma que não se pode esperar que o craque do Barcelona ganhe a Copa do Mundo sozinho e gostaria de dizer o que pensa 'na cara' do time antes da decisão contra a Nigéria

23 jun 2018
12h17
atualizado às 12h28
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Foco das câmeras durante as partidas da Argentina na Copa do Mundo, Diego Armando Maradona quer ser ainda mais ativo diante da péssima campanha da seleção, lanterna do Grupo D a um jogo do fim da primeira fase. O ídolo pede uma reunião com os comandados de Jorge Sampaoli, para dizer na cara deles o que pensa e já avisa que Messi é vítima, não culpado.

Ídolo mostrou intensa revolta pela forma como a Argentina perdeu por 3 a 0 para a Croácia (Juan Mabromata/AFP)
Ídolo mostrou intensa revolta pela forma como a Argentina perdeu por 3 a 0 para a Croácia (Juan Mabromata/AFP)
Foto: Lance!

- Messi jogou como teve de jogar, como poderia jogar. É difícil ter de resolver os problemas dos colegas. Eu sabia o que Giusti, Valdano e Checho Batista fariam, quem poderia pegar a bola longa e quem cortava. Messi se posiciona e não recebe, então é um problema da equipe. Não pretendamos que ele ganhe a Copa sozinho - disse ao canal argentino Telesur, lembrando de sua decisiva atuação no último título mundial argentino, em 1986.

- Eu adoraria ter uma reunião com eles para dizer coisas na cara deles, saber o grau ou capacidade de assimilação que eles têm do que significa vestir a camisa argentina. Vamos defender o prestígio, garotos. Custou muito a nós estar onde estamos para a Croácia chegar, nos fazer três gols e ficarmos de braços cruzados, sem ninguém colocar uma perna forte nas divididas - reclamou, voltando a citar seu desempenho no Mundial de 32 anos atrás.

- Não fiz o que fiz porque não treinei ou não fui para a frente. Muito pelo contrário, eu as dei (apontou as costelas) para os defensores, e joguei porque sabia que a minha mãe e a Argentina estavam me observando. Fiquei muito triste ao ver a quantidade de pessoas na Argentina que fizeram de tudo para vir a esta Copa do Mundo e ver uma equipe que não dá respostas.

O time ainda não ganhou na Copa do Mundo e, para continuar no torneio, precisa derrotar a Nigéria, nesta terça-feira, e torcer para que a Islândia tropece diante da já classificada Croácia ou, no máximo, vença com diferença de gols inferior à imposta pelos comandados de Jorge Sampaoli.

Lanterna do Grupo D, com um ponto e -3 de saldo de gols, a Argentina enfrenta a Nigéria às 15h (horário de Brasília), em São Petersburgo. Os africanos, com três pontos, podem se classificar com um empate, caso a Islândia (dona de um ponto e -2 de saldo de gols) não vença a Croácia, que deve poupar titulares, pois soma seis pontos e é a única já classificada na chave.

- A coisa está muito ruim, porque a Argentina não sabe para que joga, não tem solução. Nós não incomodamos a Islândia e, depois disso, não houve mudança de mentalidade. Agora, uma pequena porta se abriu, mas o problema não é a Nigéria, o problema é a gente - falou Maradona, questionando Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).

- Estou com uma raiva que não pode ser transmitida e uma raiva interna muito grande, porque quem usava essa camisa não pode ver que ela é espancada assim por uma equipe croata que não é Alemanha, Brasil, Holanda ou Espanha. A Croácia parecia a Laranja Mecânica contra nós. Mas o culpado é o presidente da AFA. Parece que há uma total falta de autoridade por parte da Tapia.

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