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Escolha de Tóquio para 2020 também pode ser sido comprada

Segundo a procuradora do MPF do Rio, procuradora Fabiana Schneider, Papa Diack estaria envolvido na escolha da capital japonesa para os Jogos de 2020

5 set 2017
15h05
atualizado às 15h25
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A escolha do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos pode não ter sido a única a contar com compra de votos. De acordo com o Ministério Público Federal do Rio (MPF), a eleição de Tóquio como sede dos Jogos de 2020 também pode ter sido comprada. Segundo a procuradora Fabiana Schneider, o senegalês Papa Diack - que recebeu dinheiro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) - recebeu 1,7 milhões de euros do Comitê Olímpico de Tóquio. Ainda será investigado que a ação está relacionada a escolha da capital japonesa.

Foto: Getty Images

"O modus operandi de Papa Diack era o mesmo. Porém, o Comitê de Tóquio depositou o dinheiro diretamente na conta da empresa do senegalês. Já o Comitê brasileiro fez os depósitos em nomes de terceiros, pela empresa Matlock, do empresário Arthur Cesar (Rei Arthur). Tinha uma complexidade muito maior", afirmou a procuradora.

Arthur Cesar Soares é o antigo proprietário do Grupo Facility, empresa que firmava contratos de prestação de serviços com o governo carioca durante o governo de Sérgio Cabral. Na época, a empresa somava contratos da ordem de R$ 3 bilhões.

A procuradora não deu mais detalhes sobre o depósito de Tóquio, já que a investigação brasileira é apenas um braço de todo o processo.

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