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Diário Olé: 'As rusgas do futebol argentino'

Colunista do diário argentino diz que é tempo de generosidade de espírito e elogia as ações para acabar com brigas como as que envolvem Maradona e os desafetos Riquelme e Verón

23 abr 2020
12h51
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Durante muitos anos, o futebol argentino foi atravessado pela rusgas entre os treinadores César Luis Menotti-Carlos Bilardo. Isso começou como uma controvérsia e se tornou uma guerra dialética que separou as águas e contaminou a discussão do futebol por 30 anos, concentrando-se mais nas pessoas do que no jogo. E a dicotomia começou de duas maneiras opostas de sentir o jogo, embora houvesse dois estilos opostos de ver a vida.

Maradona tem vários desafetos, como Verón e Riquelme. É hora do cachimbo da paz?(Divulgação/AFP)
Maradona tem vários desafetos, como Verón e Riquelme. É hora do cachimbo da paz?(Divulgação/AFP)
Foto: Lance!

Em seguida, foram abertas outras rachaduras que feriram o futebol argentino. Nesta semana, Fernando Signorini, o respeitado preparador físico da seleção da Argentina e de Maradona. Ele convidou o Pibe e Riquelme a se abraçarem para acabar com um confronto que chegou a interferir na última visita de Don Diego a La Bombonera. Além disso, Sebastián Verón (NR: presidente do Estudiantes e que espera lançar-se candidato ao cargo de mandatátio da Associação do Futebol Argentino, a AFA) se mostrou aberto a uma reconciliação com Maradona, com quem mantém confrontos acalorados que fortaleceram a associação de Brujita aos Estudantes, em coincidência com o novo amor de Diego pelo rival de cidade, o Gimnasia.

As faíscas vêm dos tempos em que Maradona liderava a seleção e tinha os dois como jogadores. Riquelme acusou Maradona de queimar Alfio Basile para tomar seu lugar como treinador do selecionado na década passada; mais tarde, Maradona, com ira, disse que Román se vendeu e deixou princípios de lado para vencer a eleição presidencial do Boca e que Verón havia feito corpo mole na derrota para a Inglaterra na Copa do Mundo de 2002 pois era jogador do Manchester United.

Homens de honra acham difícil esquecer as ofensas graves que recebem. Mas homens generosos abrem o espírito ao perdão e podem começar de novo.

Menotti e Bilardo não conseguiam nem se ver, mas os seus seguidores, na controvérsia em pública, eram muito mais cruéis com os do outro lado do que os treinadores rivais.

A inimizade entre ídolos desse calibre se expande e projeta inimizade entre seus seguidores.

É um tempo de generosidade de espírito.

NR: Jorge Mario Trasmonte é colunista do 'Olé', diário argentino parceiro do LANCE!

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