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De virada, Brasil vence Polônia e está na semi da Liga das Nações feminina

Seleção Brasileira esteve duas vezes atrás, mas reagiu para avançar na competição

4 jul 2019
06h47
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Não foi uma atuação de encher os olhos. A Seleção Brasileira oscilou demais, mas conseguiu vencer a Polônia e garantir a classificação antecipada para as semifinais da Liga das Nações feminina de vôlei, em Nanquim, na China.

Macris e Gabi na partida contra as polonesas (FIVB Divulgação)
Macris e Gabi na partida contra as polonesas (FIVB Divulgação)
Foto: Lance!

Na madrugada desta quinta-feira, triunfo por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 25-21, 22-25, 25-19 e 15-10. O resultado também decretou a eliminação das polonesas e o avanço dos Estados Unidos.

Bia foi o principal nome brasileiro, com 22 pontos, oito deles no bloqueio. Já Smarzek mostrou o porquê é a maior pontuadora da VNL em 2019, terminando com 32 acertos.

Nesta sexta, às 4h (de Brasília), o Brasil voltará à quadra para enfrentar as americanas e definir o primeiro colocado no Grupo B. Quem vencer enfrentará a segunda colocada da outra chave (Itália, Turquia e China B).

O JOGO

O Brasil iniciou muito mal o primeiro set. Com baixíssimo aproveitamento na virada de bola, o time viu a Polônia abrir rapidamente uma confortável vantagem de 11 a 6, aproveitando-se do braço pesado da oposto Smarzek.

Durante um pedido de tempo, Zé Roberto alertou Macris para usar Paula Borgo, já que as ações de ataque estavam muito concentradas em Gabi e Natália. A oposto e a central Bia eram as mais lúcidas em quadra.

A Seleção conseguiu reagir e chegou a virar no 18º ponto. Smarzek sentiu o joelho e o jogo deu uma parada. E o que parecia uma mudança no panorama da partida parou por aí. Com Kakolewska perfeita pelo meio e Wolosz abusando da distribuição pela saída de rede, as polonesas retomaram as rédeas do duelo e fecharam em 25 a 22.

O segundo set começou mais equilibrado, mas com a Polônia comandando o marcador. Smarzek não acusou qualquer limitação física e seguiu virando quase tudo. O Brasil não conseguia parar a oposto polonesa. Aos poucos, porém, o time foi diminuindo a quantidade de erros e estabilizando a virada de bola, principalmente com Bia e Paula Borgo. E essa dupla foi protagonista para a construção do resultado.

A central manteve o aproveitamento de 100% no ataque até a metade do terceiro set, além de ter sido a jogadora com mais pontos de bloqueio no duelo. Já a oposto deu conta do recado quando acionada por Macris, dando um respiro para Gabi e Natália.

O empate fez o Brasil voltar mais tranquilo para o terceiro set. Para melhorar, o bloqueio conseguiu parar Smarzek nos primeiros pontos, abrindo uma vantagem de 8 a 4. Até o passe brasileiro viver um momento de instabilidade e as polonesas virarem para 11 a 10. Daí em diante o jogo foi ponto a ponto até o 18º ponto, quando o time de Zé Roberto, já com Lorenne no lugar de Paula Borgo, abriu pequena frente após um ataque de Gabi e dois aces de Macris (21 a 17). Fatura fechada? Nada. A instabilidade verde-amarela voltou a aparecer e a Polônia marcou cinco pontos seguidos para virar em 22 a 21 e não perder mais o controle. Uma reviravolta surpreendente!

O time voltou muito modificado, com Amanda no lugar de Natália e Mara na posição de Carol e a volta de Paula Borgo na saída de rede. No caso da capitã brasileira, por questão física, com o já conhecido problema no joelho. E o emocional estava intacto após a dura virada sofrida minutos antes. O início foi bom, abrindo novamente 8 a 5 na primeira parada. E desta vez o Brasil não permitiu a reação das europeias, forçando o tie-break.

E aí apareceu Mara. A central, titular em grande parte da VNL, fez dois aces seguidos para ajudar o Brasil a largar na frente. Na sequência, quebrou o passe polonês outra vez e o placar subiu para 5 a 0. Bia, com dois bloqueios, manteve a vantagem de 7 a 2. A Polônia esboçou uma reação com dois aces de Stysiak, mas desta vez a Seleção não oscilou para se manter na frente até fechar em 15 a 10.

Ufa! Que venha a semifinal!

Lance!
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