0

Copinha: Internacional supera Grêmio nos pênaltis

Empate em 1 a 1 no tempo regulamentar contou com expulsão de zagueiro gremista decidida na marca da cal com participação ativa da trave

25 jan 2020
12h20
atualizado às 12h28
  • separator
  • 0
  • comentários

O Internacional é o campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2020. Na decisão envolvendo o clássico diante do Grêmio, o Inter ficou com a quinta conquista de sua história no torneio depois de empatar em 1 a 1 no tempo normal e ser mais efetivo na cobrança de pênaltis.

Guilherme Pato, do Internacional, marca e comemora seu gol diante do Grêmio
Guilherme Pato, do Internacional, marca e comemora seu gol diante do Grêmio
Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / Estadão Conteúdo

TRICOLOR COMEÇA BEM

Nos primeiros minutos de jogo, quem demonstrava mais facilidade para ligar o seu sistema ofensivo em condições de finalizar era o Grêmio, principalmente pela liberdade que o meia Pedro Lucas encontrava para trabalhar a bola no setor central do campo. Como resultado dessa superioridade, Elias saiu em velocidade na direção do goleiro Emerson e só não chutou por um corte providencial de Tiago Barbosa além do atacante Rildo bater com força de fora da área para Emerson ter de trabalhar defendendo em dois tempos.

AÇÕES MAIS EQUILIBRADAS

Se a linha mais alta de marcação beneficiou no início o lado Tricolor, o Colorado também foi bem sucedido quando conseguiu fazer Matheus Monteiro, Caio e Guilherme Pato serem mais efetivos quando iniciavam o combate de retomada da posse. Com isso e a maior aparição de Cesinha na armação das jogadas, o primeiro grande lance de finalização do Inter veio quando o zagueiro gremista Alison Calegari acabou errando na cobertura e Caio, desequilibrado, acabou chutando por cima do gol, mas rente o travessão do arqueiro Adriel.

NA HORA DE TIRAR O DEZ...

O centroavante Fabrício teve em seus pés aquela que pode ser considerada a oportunidade com mais clareza de abrir a conta no Pacaembu pelo espaço que tinha na finalização. Aos 29 minutos, Depois de roubar a bola na insistência da marcação sobre o zagueiro Carlos Eduardo, o camisa 9 do Tricolor invadiu a área, levantou a cabeça quase na pequena área para, na hora de bater, pegar mal na bola mandando pela linha lateral.

VOLTARAM LIGADOS

Um minuto. Foi isso que o ataque do Inter precisou para já elaborar uma oportunidade excelente de marcar onde Leonardo avançou pelo lado esquerdo depois de escanteio curto e cruzou rasteiro para o chute de Caio. Após a defesa de Adriel, um bate rebate intenso se formou na grande área com a zaga gremista bloqueando até mesmo um voleio perigoso de Caio. Aos três minutos, foi a vez do Tricolor ter a sua chegada no plano ofensivo em lance que também surgiu à partir de uma cobrança de escanteio. Depois de bola espirrada na área, Rildo bateu mascado em bola que pingou no chão, mas ainda obrigou Emerson a espalmar.
APERTOU E ABRIU A CONTA

Elias teve uma ótima oportunidade de fazer o primeiro do Grêmio na final depois de cruzamento de Matheus Nunes onde, em cabeçada firme do camisa 7, Emerson defendeu com puro reflexo. Contudo, aos sete minutos, Fabrício fez grande jogada pelo lado esquerdo com direito a uma caneta em Leonardo para, no cruzamento, a bola desviar no pé esquerdo de Tiago Barbosa e enganar Emerson que encostou, mas não evitou a entrada da redonda nas redes.

MUDOU O PANORAMA

Imediatamente após o tento do Tricolor, Alison Calegari foi expulso após a comemoração por subir no alambrado e levar o segundo cartão amarelo. Coincidência ou não, três minutos depois o Colorado chegou a igualdade com Guilherme Pato após Matheus Monteiro fazer maravilhoso lance de velocidade pelo lado esquerdo. No cruzamento, a bola passou por Caio e o número 17 do Inter tocou com a perna vendo a bola entrar devagar na meta adversária, tudo igual no Pacaembu.

EMOÇÕES EM ALTA

A situação do Inter com um jogador a mais criou o tradicional cenário com o Grêmio mais recuado e elaborando seu jogo nos contra-ataques enquanto o Colorado tinha a responsabilidade de assumir o protagonismo da posse de bola e volume ofensivo. Apesar disso, os dois lados tiveram chances boas de pular na frente do placar principalmente na batida de falta executada por Praxedes que explodiu na trave de Adriel além de Elias, na habilidade, tirou a marcação de Carlos Eduardo e chutou forte para defesa difícil de Emerson.

É PENTA!

Com nenhum dos lados conseguindo novamente mexer o placar do Pacaembu, a decisão da Copinha foi para a marca da cal e a trave foi elemento diferencial. Isso porque, com três penalidades que acertaram o poste nas batidas de Vitor Barreto, Wesley e Gonçalves, o Tricolor viu seu maior rival converter três das quatro batidas e faturar o seu quinto título da competição em seis finais disputadas.

Veja também:

 

Lance!
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade