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COI suspende Nuzman e o Comitê Olímpico do Brasil

Comitê Olímpico Internacional decide punir dirigente e entidade após escândalos de corrupção. Atletas, no entanto, não são impedidos de disputarem competições

6 out 2017
10h55
atualizado às 11h11
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) não amaciou diante do escândalo de compra de votos para a eleição do Rio como sede dos Jogos Rio-2016, no qual se envolveu Carlos Arthur Nuzman. O COI suspendeu o dirigente brasileiro de todas as atividades ligadas à condição de membro da entidade, retirou Nuzman da comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio e ainda suspendeu provisoriamente o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A punição ao Comitê nacional implica na suspensão de envio de subsídios e pagamentos vindos do COI. A decisão, no entanto, não afeta os atletas brasileiros, como forma de protegê-los, segundo a entidade internacional.

Portanto, as delegações brasileiras serão aceitas nos Jogos Olímpicos de Inverno e nas outras competições. A bolsa olímpica dos atletas brasileiros também continuará a ser paga pelo COI.

A revogação da suspensão se dará quando questões de governança do COB forem enviados ao Comitê Executivo do COI.

Em nota, o COI reiterou "o compromisso de proteger a integridade do esporte". A entidade ainda disse que fez um pedido às autoridades judiciais do envio de informações sobre o caso para que o Comitê de Ética do COI acompanhe os desdobramentos.

Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, é escoltado por policiais federais no Rio de Janeiro
05/10/2017 REUTERS/Bruno Kelly
Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, é escoltado por policiais federais no Rio de Janeiro 05/10/2017 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters
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