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Astros da Copa: Harry Kane terá a sua primeira grande oportunidade

O cara pode levar a Inglaterra longe, mostrando que pode ser muito mais do que um jogador de clube. Nesta Copa, ele tem chance de se tornar top de linha

8 jun 2018
08h03
atualizado às 08h34
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Harry Kane chega na Rússia como o jogador mais decisivo da seleção da Inglaterra. Embora não tenha uma carreira coroada de títulos - defender o rico e azarado Tottenham tem dessas coisas - ele mantém uma regularidade impressionante nos últimos anos, repleta de gols pelo Spurs (ele é prata da casa do clube) sendo artilheiro da Liga em 2016 e 2017, 29 gols, e vice-artilheiro em 2017/18, com 30, dois atrás de Salah, do Liverpool. Mas o camisa 10 precisará mostrar que o seu poder de decisão com a camisa do clube se reverterá também para a sua seleção, e esta é uma das grandes incógnitas da Copa.

Harry Kane é decisivo em jogos pela seleção da Inglaterra (Foto: Adrian Dennis / AFP)
Harry Kane é decisivo em jogos pela seleção da Inglaterra (Foto: Adrian Dennis / AFP)
Foto: Lance!

Kane, que tem apenas 24 anos, é o queridinho da torcida. Tem técnica muito incomum para um atacante inglês e, desde que passou a ter chances na seleção, em 2015, sempre foi visto como o cara capaz de apagar o vexame que o time deu na Copa de 2014 (caiu na fase de grupos em último lugar, numa chave com Costa Rica, Uruguai e Itália).

No seu primeiro torneio de peso, a Eurocopa 2016, ficou bem aquém do esperado. Talvez sentindo ainda a presença do veterano Rooney, viu a Ingalterra apenas como coadjuvante e cair nas oitavas de final, derrotada pela Islândia.

Seu segundo desafio foi conseguir, enfim, tornar-se titular inglês durante as Eliminatórias para a Copa. Demorou um pouco, mas quando passou a fazer gols decisivos (o do empate nos acréscimos contra a Escócia e o da classificação, também nos acréscimos, no 1 a 0 sobre a Eslovênia), chegou ao seu objetivo. Assim, mesmo com pouca minutagem, foi artilheiro do English Team com cinco gols. Nada sensacional, se comparado aos 16 gols do polonês Lewandowki, o artilheiro das Eliminatórias da Europa, mas o suficiente para qualificá-lo como o astro britânico.

Se ele pode ir longe? É bom sempre ficar com as barbas de molho com os ingleses. Quase sempre morrem na praia. Mas, desta vez, há fatores positivos. A equipe é jovem e ousada (Sterling, Dele Alli, Welbeck), tem Vardy, que é botinudo, mas um goleador que compõe bem o banco e o Grupo G, embora tenha a Bélgica, é uma teta, com Panamá e Tunísia. Nas oitavas, o adversário sai entre Japão, Senegal, Polônia ou Colômbia, quatro seleções que não são pesos pesados. Ou seja, dá para almejar as quartas de final e engrenar o suficiente para, possivelmente, contra Alemanha ou Brasil, buscar algo mais.

A Inglaterra dependerá de muitos fatores para chegar longe. Kane é um deles.

É O CARA
Dier diz que Kane tem tudo para incendiar a Rússia

Companheiro de Kane no Tottenham e na seleção inglesa, o apoiador Dier disse que Harry Kane tem tudo para ser o grande incendiário da Inglaterra na Copa do Mundo, levando o segundo caneco e acabando com um jejum de 52 anos. E exalta o fato de Kane ter, com apenas 24 anos, conquistado a braçadeira de capitão da equipe.

- Não é por acaso a escolha do treinador Southgate. Ele tem todos os atributos que alguém precisa para ser um bom capitão: a maneira como se comporta, o modo como trabalha, o jeito que treina, a maneira como você o vê nos jogos. E ele não interpreta. Fazendo isso, está sendo ele mesmo, sempre. É muito diferenciado - disse Dier.

Muito tranquilo neste início de preparação para a Copa, Kane, sempre quando perguntado, tenta dividir a importância com os seus companheiros, como é o caso de Dele Alli.

- Veja o caso dele. Tem apenas 22 anos e é capaz de mudar o jogo - disse Kane, que nos amistosos contra a Nigéria (no último sábado) e Costa Rica (nesta quinta-feira) terá a oportunidade de mostrar se será mesmo o cara da Inglaterra na Copa da Rússia.

SOBE DESCE

A favor
Kane pode jogar tanto como um ponta de lança quanto como na função de centroavante. E, normalmente, todos os ataques passam pelos seus pés, o que aumenta muito a sua possibilidade de decidir. A sua tranquilidade em momentos de pressão também joga a seu favor, assim como o moral que tem com o técnico e o grupo.

Contra
A Inglaterra tem um bom time, mas está longe de ser cotada como a favorita. Assim, embora tenha vida fácil na fase de grupos e relativamente tranquila em uma possível nas oitavas de final, a partir das quartas só pegaria titãs, e como franco-atiradora. Isso indica vida curta para Kane mostrar o seu valor. O fato de ele ter uma média de gols baixa por jogo na seleção deixa em aberto se ele, na Copa, será tão letal quanto é no Spurs.

Lance!
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