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Acertei e o presidente do Inter não quis negócio, diz Elias

O jogador comentou sobre a situação conflituosa que vive com o Atlético-MG, que ainda não sabe se continuará na equipe na próxima temporada

28 jan 2019
18h34
atualizado às 18h41
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O meia Elias, do Atlético-MG, se pronunciou sobre a semana cheia de falas conflitantes entre o Galo e o seu pai e agente, Eliseu Trindade, que não se entenderam ainda quanto a renovação de contrato do volante, de 33 anos, que tem vínculo com o clube mineiro até janeiro de 2020.

Elias falou após o clássico contra o Cruzeiro e esclareceu o seu posicionamento sobre o caso e ainda o motivo da diretoria alvinegra não ter sentado à mesa negociações com o atleta. Na segunda-feira, dia 21 de janeiro, o presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, faltou a uma reunião agendada com o pai de Elias e mandou representantes para o encontro, o que desagradou o staff do jogador.

Elias revelou que chegou a acertar com o Internacional, clube que tentou sua contratação, mas o Galo não permitiu o negócio, recuando quando tudo estava acertado entre o jogador e o Colorado.

- O atleta precisa estar bem na parte tática, técnica, física e na parte mental. Eu venho me preparando muito bem, desde quando classificamos a equipe para a Libertadores. Venho me preparando, fazendo trabalhos à parte em busca de um objetivo, que é classificar o Atlético-MG para a fase de grupos. Contei com a ajuda dos meus companheiros e da comissão para me dar tranquilidade e para continuar trabalhando da melhor maneira. Para esquecer os problemas e deixar para as pessoas capacitadas para isso, que são meu pai e meus agentes, para resolver da melhor maneira junto com o Atlético-disse.

Elias falou após a semana de declarações conflitantes do clubes e do agente do jogador, que também é seu pai- Bruno Cantini / Atlético
Elias falou após a semana de declarações conflitantes do clubes e do agente do jogador, que também é seu pai- Bruno Cantini / Atlético
Foto: LANCE!

Apesar de nunca ter reclamado de sua permanência no Galo, Elias ressaltou que faltou respeito da diretoria com ele no caso, reforçando sua postura profissional dentro de fora de campo.
- Estou feliz. Só acompanhar o treinamento, sabe o quanto eu brinco e sou respeitado. O quanto eu respeito os companheiros. Estou triste como fui tratado e toda a situação. O clube tem todo direito de oferecer o jogador e não querer renovar. O clube tem o direito e a gente tem que respeitar, mas por eu ser um líder e um profissional sempre correto, por ter ficado na reserva sem reclamar ou feito biquinho, acho que tinha que ter tido um pouco mais de respeito. Pela história que tenho no futebol. Sempre estou ajudando a equipe e queria um pouco de respeito. O clube tem o direito de fazer o que quiser com o jogador, desde que seja tratado com a verdade, olho no olho. Isso resolve com palavras- explicou.

Elias também contou que o acerto entre Galo, Internacional e o volante aconteceu em dezembro, quando o clube mineiro estava tentando oferecer o jogador no mercado para baixar a folha salarial da equipe, sendo que Elias, na visão da diretoria, é um dos maiores rendimentos do grupo atual.

- O clube tem o direito de oferecer jogador, de não querer renovar ou querer esperar, que agora é hora de esperar, mesmo com um ano de contrato. Eu entendo, mas poderia ser feito de outra forma. O clube me ofereceu para o Inter e outros clubes, e deu autorização para que eu pudesse negociar. Acertei com o Inter, criei uma expectativa e depois o presidente achou melhor não fechar o negócio e inviabilizou. É um direito que ele tem, mas que seja feito com clareza e respeito ao atleta, que é bastante comprometido com a equipe. Poderia ter conversado comigo, falar que ofereceu, mas agora é outra situação. Eu gosto das coisas claras. Eu sou muito sincero naquilo que eu penso e vou continuar sendo, porque esse é o meu caráter- desabafou.

Defesa do pai

Elias comentou a entrevista à Rádio Bandeirantes que Eliseu Trindade, seu pai, deu na última semana, quando cobrou uma postura do Atlético-MG sobre a renovação do jogador.

- Eu sou pai. O pai ele mata e morre pelo filho. Se está vendo que o filho está passando por dificuldade, se está triste e chateado, ele vai fazer alguma coisa para deixar seu filho alegre ou tirar ele dessa situação. Eu faço isso pelos meus filhos e meu pai fez isso por mim. Quem é pai vai fazer isso. Ele foi muito forte, mas falou algumas coisas que são verdades.

Lance!
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