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Jogos Pan-Americanos

Promessa vê carência por novo Guga e diz: "pressão incomoda"

Orlando Luz afirma que tenta tirar o lado positivo de comparação com ex-tenista número 1 do mundo, mas vê cobrança excessiva

13 jul 2015 - 10h17
(atualizado às 10h41)
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A cada jovem promessa que surge no tênis brasileiro, a comparação é inevitável: será que estamos diante de um novo fenômeno Gustavo Kuerten? Foi assim, por exemplo, com Thomaz Bellucci e com Thiago Fernandes. O primeiro figura bem no ranking mundial, mas o máximo que chegou foi top 30. O segundo abandonou precocemente a carreira para seguir outra profissão. A bola da vez para ser o "novo Guga" está nas mãos de Orlando Luz, tenista de 17 anos que chegou a ocupar este ano o posto de tenista número 1 do mundo no ranking juvenil e que foi eliminado no sábado nos Jogos Pan-Americanos.

Com uma lucidez surpreendente no discurso, Orlandinho parece entender bem da expectativa do povo brasileiro para o surgimento de um novo ídolo no tênis. "Brasil ficou um pouco carente do Guga depois que ele deixou de jogar, claro que foi por uma lesão se não ele estaria em quadra até hoje. Todo mundo sabe do amor dele pelo tênis, mas as pessoas tem que entender que o Bellucci é um jogador excepcional, chegou a 25 do mundo, hoje ele continua entre os 50, não é qualquer jogador para o pessoal falar do jeito que fala às vezes. Então tem que entender que a gente tem jogadores bons. Tem o (Marcelo) Melo e o (Bruno) Soares que estão muito bem nas duplas. Está surgindo uma nova safra boa de juvenis, espero que a gente esteja brigando por essas coisas mais para frente. Mas o pessoal tem que entender que não é tão rápido assim", explicou.

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Orlandinho afirma que já está acostumado com os anseios de fãs de tênis em torno do seu nome, mas admite que a comparação constante com o tricampeão de Roland Garros chega a ser chata em alguns momentos. "Realmente pesa, incomoda um pouco, sempre tento tirar o lado bom, se estão me comparando é porque eu tenho talento e posso chegar mais longe", disse. 

"É uma pressão muito grande que o pessoal bota, acaba que o tempo inteiro sai em revista meu nome falando sobre será que encontramos o novo Guga. Eu acho que falta muita coisa, ele fez coisas pelo tênis no Brasil que ninguém nem chegou nem perto de acontecer. A gente tem que tirar um bom proveito dessa pressão e continuar trabalhando porque se estão me comparando com um cara desse tenho talento para chegar lá um dia. Não dá para queimar etapa, se não você acaba voltando se não estiver bem preparado".

Guga tem retrospecto positivo contra Federer
Guga tem retrospecto positivo contra Federer
Foto: Michael Steele / Getty Images

O jovem tenista não se ilude com o fato de ter atingido o topo na categoria juvenil. Orlandinho lembra diversos exemplos de jogadores que foram destaques na categoria inferior e quando chegaram no profissional não conseguiram deslanchar. Para ele, a evolução tem que ser gradativa, e a população brasileira não pode ter ansiedade em querer vê-lo rapidamente entre os melhores do mundo porque a situação não é tão fácil assim. 

"A pior parte da carreira é sair do juvenil para o profissional, isso todo mundo já sabe. É uma transição que demora muito. Isso que o pessoal do Brasil talvez não entenda um pouco. Não é tão fácil sair logo como alguns jogadores da Europa e Estados Unidos, que acabam recebendo convite, oportunidades maiores do que o pessoal que vem jogando na América do Sul. Eles acabam se metendo no top 100 e 200 muito mais rápidos. Pessoal do Brasil tem que entender que o tênis da América do Sul é diferente do da Europa. Eles acabam entrando em torneio grande".

O atleta, inclusive, diz que não traça mestas para atingir o top 200 ou o top 100. O motivo: evitar que abale o psicológico. "A frustração é uma coisa difícil para o jogador. Acabar colocando uma meta e talvez não alcançar é muito frustrante, a gente não pode colocar muito no papel não".

Fonte: Terra
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