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Jogos Paralímpicos

Jogos Paralímpicos: conheça a atleta que sobreviveu ao passado de Chernobyl

Oksana Masters viveu parte da infância em orfanatos antes de mudança para os Estados Unidos

28 ago 2024 - 16h46
(atualizado às 17h15)
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Oksana Masters viveu parte da infância em orfanatos antes de mudança para os EUA
Oksana Masters viveu parte da infância em orfanatos antes de mudança para os EUA
Foto: Divulgação/teamusa

Oksana Masters é uma das estrelas dos Jogos Paralímpicos de Paris. Dona de 17 medalhas entre edições de inverno e de verão, a atleta de 35 anos viveu uma infância longe do sucesso dos pódios e conquistas. Embora tenha nascido três anos depois do acidente nuclear de Chernobyl, ela lidou com a má-formação congênita causada pelo desastre e cresceu em um orfanato na Ucrânia.

Conforme contou ao portal The Players Tribune, a hoje cidadã dos Estados Unidos viveu momentos difíceis à espera de adoção, o que deixou cicatrizes que duram até hoje. No período, vivenciou abusos físicos e sexuais.

“Ao nascer, fui colocada para adoção, e passei sete anos e meio no sistema de orfanato. Muitas pessoas não querem acreditar no que se passa em certos orfanatos na Ucrânia. Mas eles deviam acreditar. Coisas horríveis acontecem. Dessas coisas, também estou coberta de cicatrizes. Cicatrizes muito diferentes”, falou a atleta. 

Quando criança, Masters tinha seis dedos em cada pé, cinco dedos nas mãos, mas sem polegares, ossos frágeis para suportar o peso do corpo e a perna esquerda 16 centímetros mais curta que a direita. A má-formação foi corrigida com cirurgias, entre elas a de amputação das duas pernas, já morando nos Estados Unidos.

Tudo começou a mudar quando aos sete anos foi adotada pela professora Gay Masters, que a levou aos Estados Unidos. Por lá, passou por cirurgias e conheceu o esporte

Hoje competidora e campeã no remo, esqui cross country, biatlo e ciclismo, ela se aproximou do esporte perto dos Jogos de Pequim-2008, mas a dedicação total passou a existir em 2011. 

“Eu realmente comecei a me interessar por esportes em 2011. Foi em 2008 que eu aprendi sobre os Jogos Paralímpicos e me propus a participar, mas não participei desses jogos, mas foi naquele momento que percebi o quanto eu realmente queria participar e representar a Seleção dos EUA, então me mudei de casa e me comprometi com tudo”, disse ao Comitê Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC).

Agora, Masters reconhece o esporte como um ponto de mudança em sua vida, principalmente sendo usado como “terapia” para enfrentar os fantasmas do passado.

“Então, tipo, o esporte salvou minha vida e minha mãe salvou minha vida. Essas foram duas coisas importantes para mim quando eu tinha 13 anos, eu reprimi muitas coisas que vivenciei na Ucrânia, nos orfanatos. Eu não sabia como verbalizar e como dizer. Eu tinha medo de dizer por que isso só torna tudo mais real”, revelou.

Com sua história de superação, a atleta virou exemplo para criança. Em um destes casos, ela contou sobre a história que recebeu do processo de aceitação de uma garotinha.

“Recebi uma mensagem de uma mãe nas redes sociais e sua filha, de 13 anos, usava uma prótese. Ela viu minha história e viu uma foto minha mostrando minhas pernas, o que é algo que levou literalmente 28 anos da minha vida para finalmente me sentir confortável e não esconder as coisas que me faziam ser eu. Ela viu essa história e, no dia seguinte, escolheu ir para a escola com um vestido mostrando sua perna”, completou.

Além de Paris-2024, Masters participou dos Jogos de Verão de Londres, Rio de Janeiro e Tóquio, e dos de Inverno de Sochi, PyeongChang e Pequim. Na França, ela entrará em ação no ciclismo.

Fonte: Redação Terra
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