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Olimpíada 2016

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Após acusação de Sérgio Cabral, Popov e Bubka se defendem

5 jul 2019
09h44
atualizado em 7/7/2019 às 09h31
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O ex-nadador russo Alexander Popov e o ex-atleta ucraniano do salto com vara Serguei Bubka afirmaram nesta sexta-feira que não receberam subornos em troca de voto no Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, como acusou o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na última quinta-feira.

"Posso dizer que nem votei no Rio de Janeiro. Participei na votação, mas o meu voto não foi para o Rio de Janeiro", declarou Popov, que assim como Bubka é delegado do Comitê Olímpico Internacional (COI), à agência de notícias R-Sport, segundo a .

"Agora não seu o que devo fazer. Estou desamparado e não entendo o que acontece a respeito do Rio de Janeiro. Alguém está mentindo, é muito grave", completou a lenda da natação russa.

Já Bubka reagiu no Twitter. "Rejeito completamente as falsas alegações do governador do estado do Rio", escreveu, antes de recordar que Cabral "cumpre atualmente uma longa pena de prisão por corrupção".

Na última quinta-feira, Sérgio Cabral afirmou que pagou subornos de dois milhões de dólares para que o Rio de Janeiro fosse o escolhido para sediar os Jogos de 2016 para os delegados do COI, incluindo os ex-campeões olímpicos Serguei Bubka e Alexander Popov.

A compra dos votos, segundo a , foi fraudada com a intermediação do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, afirmou o ex-governador em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que investiga as denúncias de corrupção na escolha do Rio como sede olímpica.

O dinheiro, segundo Cabral, teria sido transferido pelo empresário e homem de sua confiança Arthur Soares a Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack. Os dois milhões de dólares teriam servido posteriormente para pagar membros do COI em troca de votos.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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