Assediada, Lolo Jones compara pista de bobsled a montanha-russa
A velocista americana Lolo Jones é uma das sensações da delegação dos Estados Unidos que disputa a Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi (Rússia). Bicampeã mundial indoor dos 60 m com barreira (2008 e 2010), Lolo integra a equipe USA-3 do bobsled, ao lado da compatriota Jazmine Fenlator, que pilota o trenó da dupla feminina.
Apesar da participação discreta no esporte, assegurada menos de um mês antes da Olimpíada, Lolo não consegue deixar os holofotes no torneio. Aos 31 anos, a atleta – que revelou em 2012 esperar se casar virgem – é bastante assediada pela imprensa na Rússia. Por isso, constantemente indica sua companheira de trenó para responder perguntas.
Na quarta-feira, primeiro dia de treinos da modalidade em Krasnaya Polyana (sede das provas de montanha na Olimpíada), Lolo e Jazmine tiveram atuação discreta. Ao deixarem a pista, as duas fizeram elogios ao traçado no qual realizaram duas descidas.
“Gostamos da pista. Ela é diferente, me lembra uma montanha-russa”, disse Lolo à imprensa brasileira. “Essas subidas são semelhantes a uma montanha russa. É fácil para subir, mas muito técnica para descer ganhando velocidade. É um desafio para todos nós”, concordou Jazmine.
No entanto, mesmo com os bons resultados colhidos em pouco tempo no bobsled, Lolo – medalha de ouro no Mundial de Bobsled de 2013 na categoria equipe mista – mantém outro objetivo em mente: a participação na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, mais uma vez nas provas de velocidade do atletismo. Animada, a americana se anima com a possível volta ao Brasil, quando terá perto de 34 anos.
“Fui ao Brasil antes, e a cultura lá é incrível. Haverá muita energia. Muita gente está ansiosa para ir”, disse, lembrando o que conhece dos brasileiros, inclusive do que aprendeu na Vila Olímpica em 2014. “Vocês falam português. A comida é impressionante e a cultura é incrível. Vocês têm muita energia. É ótimo ter uma equipe do Brasil aqui nos esportes de inverno também. Somos boa amigas da equipe, e aproveito para treinar português e espanhol.”
Nessa boa relação com os brasileiros em Krasnaya Polyana, sede da Vila Olímpica dos esportes de montanha, ao menos uma palavra a americana já aprendeu para poder utilizar no Rio de Janeiro. “Bem, precisamos de mais prática”, brincou. “Aprendi a palavra ‘obrigada’. Eu tinha esquecido, mas fui almoçar hoje, e eles me deram algo. Aí eu disse: como é aquela palavra para agradecer? ‘Obrigada’. Ah, sim, obrigada”, completou, sorridente.
Sua companheira também mostrou uma boa relação com os brasileiros em Sochi, embora sem arriscar palavras em português. “Eles são um de nossos melhores aqui. Como ela disse, somos próximos deles. Eles nos desejam o melhor, dizem ‘queremos ver vocês no pódio’. É algo muito legal de dizer”, completou Jazmine.
Atenciosa, a dupla se despediu afirmando que os brasileiros podem aprender principalmente “o espírito do esporte de inverno” em Sochi. “É um clima diferente. Não importa o que aconteça, você tem que dar seu melhor e manter a cabeça levantada. Foi um longo caminho até que eles chegassem aqui, então estamos orgulhosos e competir com eles”, disse Lolo Jones.