Jogador da NFL é detido em aeroporto com arma de fogo na bagagem
O offensive tackle do Green Bay Packers, Rasheed Walker, foi detido nesta sexta-feira (23) no Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, após informar voluntariamente à companhia aérea que transportava uma arma de fogo em sua bagagem. A polícia encontrou uma pistola Glock 9mm e 36 munições dentro de uma caixa trancada.
O offensive tackle do Green Bay Packers, Rasheed Walker, foi detido nesta sexta-feira (23) no Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, após informar voluntariamente a funcionários da companhia aérea Delta que transportava uma arma de fogo em sua bagagem. O caso rapidamente ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver um atleta da NFL às vésperas do início da free agency.
Durante a abordagem, a polícia encontrou uma pistola Glock 9mm e 36 munições dentro de uma caixa trancada na mala do jogador. Walker foi denunciado por posse ilegal de arma de fogo. Apesar de a arma ser legalizada em Wisconsin, a legislação de Nova Iorque é uma das mais restritivas do país e não reconhece licenças emitidas por outros estados.
A defesa do atleta afirma que houve um erro honesto de interpretação da lei. Segundo o advogado Arthur Aidala, Walker acreditava que, ao declarar a arma e mantê-la devidamente armazenada, estaria cumprindo os protocolos exigidos para viagens aéreas. O jogador compareceu ao tribunal ainda nesta sexta-feira e foi liberado sem fiança. Ele deverá retornar para nova audiência no dia 19 de março.
Até o momento, o Green Bay Packers não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.
Momento delicado na carreira
O episódio acontece em um ponto sensível da trajetória profissional de Walker. Aos 25 anos, o offensive tackle acaba de concluir sua terceira temporada consecutiva como titular, somando 48 jogos iniciados na carreira. Em 2025, foi peça fundamental da linha ofensiva dos Packers, que terminou a temporada regular entre as cinco melhores da NFL em eficiência ofensiva.
A equipe de Green Bay encerrou sua campanha no dia 10 de janeiro de 2026, após derrota para o Chicago Bears no wild-card dos playoffs. Agora, Walker entra no último ano de seu contrato de calouro e está apto a testar o mercado na free agency, com projeções iniciais apontando para ofertas que poderiam chegar à casa dos US$ 20 milhões por temporada.
Esse cenário, no entanto, pode sofrer impacto direto a partir do desfecho do caso legal em Nova Iorque.
O que a NFL pode fazer
Mesmo que o processo criminal seja arquivado, a NFL deve conduzir uma investigação independente, conforme prevê a Política de Conduta Pessoal da liga. A NFL não exige condenação judicial para aplicar punições disciplinares, bastando entender que houve comportamento irresponsável ou prejudicial à imagem da liga.
Em casos semelhantes, a punição mais comum tem sido suspensões curtas, geralmente entre um e três jogos, quando não há uso da arma nem indícios de violência. Multas financeiras e a exigência de cursos educativos sobre posse responsável de armas também fazem parte do histórico da liga em situações desse tipo.
Impacto no mercado
O maior risco para Walker, neste momento, está fora do tribunal e dentro das salas de negociação. Franquias interessadas podem usar o episódio como argumento para reduzir valores ou incluir cláusulas de moralidade mais rígidas em um eventual contrato. Em um mercado altamente competitivo, qualquer sinal de "risco extracampo" costuma pesar, especialmente para atletas em busca do primeiro grande acordo da carreira.
Casos semelhantes já ocorreram na NFL. Em 2020, Quinnen Williams, do New York Jets, foi detido no mesmo aeroporto após portar uma arma legalizada em seu estado de origem. As acusações acabaram retiradas, e o jogador sofreu apenas sanções administrativas, sem suspensão significativa.
Próximos passos
Walker aguarda a audiência marcada para 19 de março, quando o caso pode caminhar para um acordo, prestação de serviços comunitários ou até arquivamento, dependendo da avaliação da promotoria. O risco de prisão é considerado baixo, dado o histórico limpo do atleta e o fato de ele ter declarado voluntariamente a arma.
Enquanto isso, o futuro do offensive tackle segue indefinido, tanto nos tribunais quanto no mercado da NFL.