Torcida dá trégua, mas Inter encara pressão máxima contra Chapecoense
Colorado ocupa o 18º lugar, soma 25 pontos e pode ampliar a crise caso não consiga vencer no sábado (12), contra a lanterna do Brasileirão
Após dias de protestos, torcidas organizadas do Internacional deram uma trégua temporária ao elenco e à diretoria após uma reunião interna. No entanto, o clima segue sob forte pressão: ocupando a 18ª posição no Brasileirão, na zona de rebaixamento, a equipe precisa reagir imediatamente contra a Chapecoense no próximo sábado para evitar novos protestos e a demissão do técnico Paulo Pezzolano. Em paralelo à crise em campo, a direção debate o futuro político do clube e mudanças na gestão do futebol.
Após dias de protestos, o Internacional teve uma quinta-feira (10) mais tranquila no CT Parque Gigante. Afinal, as torcidas organizadas suspenderam temporariamente as manifestações depois de uma reunião com dirigentes, comissão técnica e jogadores na quarta-feira (9). A informação é do portal "ge".
No encontro, os torcedores exigiram uma reação imediata no Campeonato Brasileiro e cobraram uma mudança de postura contra a Chapecoense, adversária do próximo sábado (12), 17h (de Brasília), na Arena Condá.
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O resultado da partida pode aumentar ainda mais a pressão sobre o Colorado. Com 25 pontos, o Inter ocupa a 18ª posição e está na zona de rebaixamento. A equipe precisa de, no mínimo, duas rodadas para escapar do Z4. Um novo tropeço também pode colocar o técnico Paulo Pezzolano em situação ainda mais delicada, além de ampliar a cobrança sobre a diretoria e o elenco.
A tensão ganhou força após a derrota por 3 a 2 para o Santos. Desde a véspera do jogo até a última quarta-feira (9), diferentes manifestações marcaram a rotina do clube. O presidente Alessandro Barcellos se tornou o principal alvo das críticas. Pezzolano, o executivo de futebol Fabinho Soldado e os jogadores também receberam cobranças.
Conversa com torcedores
Fabinho Soldado e o diretor técnico Abel Braga participaram da conversa com as lideranças das organizadas. Todo o elenco esteve presente, inclusive o goleiro Rochet, que se recupera de uma cirurgia na coluna.
Os torcedores cobraram medidas capazes de afastar o risco de queda. A comissão técnica e os jogadores garantiram empenho para mudar o cenário e prometeram evolução em aspectos básicos do jogo, além de maior dedicação dentro de campo.
A reunião estabeleceu uma trégua até sábado (12). As organizadas decidiram não promover novos protestos antes do confronto com a Chapecoense. No entanto, os torcedores deixaram claro que podem retomar as manifestações caso o time não apresente evolução.
Enquanto o futebol enfrenta forte pressão, o clube também discute seu futuro político. Na segunda-feira (7), Alessandro Barcellos se reuniu com os pré-candidatos à presidência José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo. Representantes da atual gestão e conselheiros também participaram do encontro.
A reunião abordou a situação política e financeira do Internacional, além do desempenho da equipe. Os participantes também discutiram a possibilidade de criar uma vice-presidência de futebol. Roberto Siegmann, que ocupou a função em 2011 e já disputou a presidência do clube, teve o nome citado para o cargo. Até o momento, porém, a direção não anunciou nenhuma decisão.
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