Principal jogador do Palmeiras, Diego Souza consegue aliar habilidade, rapidez e ótimo desempenho utilizando o corpo para proteger a bola. Como atacante ou meia-armador, o camisa 7 da equipe do Palestra Itália dita o ritmo da partida. Quando pega na bola, levanta a cabeça, tranquiliza o time ou dá velocidade com as suas arrancadas.
Diego Souza iniciou a carreira no Fluminense e tornou-se profissional em 2003, ficando por dois anos no clube das Laranjeiras. O bom momento fez o jogador ser vendido para o Benfica, em maio de 2005. Mesmo sem jogar na equipe portuguesa, acabou emprestado ao Flamengo, gerando polêmica por ter sido criado no rival Flu. Com o término do contrato com o time rubro-negro, foi emprestado ao Grêmio. Lá, chegou à final da Copa Libertadores de 2007. O ótimo futebol abriu os olhos da Traffic, parceira do Palmeiras, que comprou os direitos federativos do carioca e o colocou no elenco alviverde em 2008.
No entanto, quando chegou ao Palmeiras, Diego Souza não conseguiu mostrar o futebol da época de Grêmio. Mesmo assim, as atuações brilhantes do camisa 7 em 2009 o colocaram como o principal favorito para ganhar o prêmio “Craque do Brasileirão”, entregue anualmente pela CBF ao principal jogador da competição.
Mas o carinho da torcida alviverde só foi confirmado no dia 18 de abril, na semifinal do Campeonato Paulista. Na ocasião, se desentendeu com o zagueiro Domingos. Diego Souza foi expulso, voltou a campo e deu uma rasteira no santista, para delírio da torcida no Palestra Itália. Depois disso, recebeu elogios e críticas, inclusive sendo comparado ao ídolo Edmundo, que também era conhecido pelo seu comportamento explosivo nas quatro linhas. A fama é tanta que o camisa 7 entra em campo e ouve da torcida: “sai, sai da frente. Sai que o Diego é chapa-quente”.