Forte, matador e com uma canhota indefensável. Essas são as principais características do ídolo flamenguista Adriano, artilheiro do time rubro-negro e do Campeonato Brasileiro com 19 gols. Depois de brilhar nos gramados europeus com a camisa da Inter de Milão, o carioca voltou ao clube que o revelou para o futebol e, como um verdadeiro tanque nos gramados, levou o Flamengo a ser um dos candidatos ao título brasileiro.
Depois de iniciar a carreira na Gávea e só atuar em 16 jogos com a camisa do Flamengo entre 2000 e 2001, Adriano foi vendido à Inter de Milão com apenas 18 anos. Novo e sem experiência, a equipe o emprestou à Fiorentina e depois ao Parma. Mais maduro e com muito mais massa muscular, sua principal característica, Adriano voltou ao time de Milão para se tornar ídolo e ganhar o apelido de “Imperador”. Depois da morte de seu pai, em 2006, teve início a queda do império do carioca na Itália. A depressão por conta da morte do pai influenciou o desempenho do craque dentro de campo e gerou problemas com o alcoolismo.
As críticas da imprensa esportiva só pioraram a situação e Adriano foi afastado pelo técnico da Inter na época, Roberto Mancini. Sem oportunidades na Itália, o atacante foi emprestado ao São Paulo, voltando ao Brasil para iniciar um período de reabilitação física e psicológica. Depois de uma boa passagem pelo time tricolor paulista, marcando 17 gols em 28 jogos, o astro retornou à Itália para mais uma tentativa na Inter.
Mas Adriano não conseguiu repetir o desempenho de sua primeira passagem pelo clube e chegou a anunciar o abandono ao futebol por tempo indeterminado porque havia “perdido a alegria de jogar”. De volta ao Rio de Janeiro para se reencontrar com a alegria, Adriano teve seu contrato rescindido com a Inter e foi anunciado no Flamengo em maio.