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Infantino enfrenta rebeldes em Zurique após fracasso na venda de participações na Copa do Mundo

14 out 2026 - 11h56
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Resumo
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta forte oposição na reunião do Conselho em Zurique após o fracasso do projeto de vender fatias comerciais de torneios a investidores privados. Líderes da Uefa, AFC e Concacaf pedem sua renúncia ou a limitação de seus poderes. Apesar da crise e do surgimento de possíveis rivais para a eleição de 2027, Infantino busca manter-se no cargo e ainda articula apoios estratégicos com federações da África, da América do Sul e de nações do bloco árabe.

O presidente da Fifa, ‌Gianni Infantino, enfrentará na quinta-feira os dirigentes do futebol que querem sua saída do cargo, em sua primeira reunião com a alta cúpula da entidade desde que seu plano de vender uma participação nos torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, fracassou.

Infantino tem ⁠enfrentado pedidos de renúncia por parte dos dirigentes de três confederações regionais ‌de futebol - a Uefa, da Europa; a AFC, da Ásia, e a Concacaf, da América do Norte, América Central e Caribe -, ‌e seus representantes estarão presentes em Zurique ‌para uma reunião do Conselho da Fifa.

A eles se juntarão ⁠seus homólogos da África, da América do Sul e da Oceania.

Na pauta estará uma discussão sobre o fracassado projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que Infantino foi forçado a abandonar poucos dias após anunciá-lo, em julho.

Infantino propôs a venda de uma participação minoritária em uma subsidiária comercial ‌da Fifa a investidores privados, tendo uma empresa fundada por Joshua ‌Kushner — irmão de Jared ⁠Kushner, genro do ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sido identificada como o principal investidor proposto.

O ⁠conselho de 37 membros também ‌abordará a governança da Fifa, ‌com algumas das figuras mais poderosas do esporte determinadas a limitar os poderes de Infantino caso não consigam forçá-lo a deixar o cargo.

Infantino, de 56 anos, concorrerá à reeleição em março ⁠de 2027, com o prazo final de 18 de novembro se aproximando para que os candidatos em potencial apresentem suas candidaturas.

Na semana passada, o ex-zagueiro da Suíça e do Tottenham Hotspur, Ramon Vega, anunciou que pretendia se candidatar, ‌mas ainda não confirmou se conta com o apoio das cinco federações nacionais necessárias para entrar na disputa.

O plano da FFE revelou ⁠uma divisão no futebol mundial, com Aleksander Ceferin, Salman Al Khalifa e Victor Montagliani — presidentes, respectivamente, da Uefa, da AFC e da Concacaf — afirmando que é hora de uma mudança na liderança da Fifa.

No entanto, Infantino vem buscando apoio em sua tentativa de permanecer no poder e recebeu uma ovação de pé ao se reunir com líderes do futebol africano na semana passada, em Cabo Verde.

Espera-se também que ele receba o apoio da América do Sul na eleição do próximo ano em Rabat, no Marrocos. Apesar das críticas da AFC à sua liderança, muitos países da Ásia, incluindo um bloco de nações árabes, ofereceram seu apoio.

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