Craque de Gana, Semenyo quer repetir ídolos e fazer história pela pátria do pai
Destaque do Manchester City nasceu na Inglaterra, rival desta terça, mas decidiu jogar pela pátria que seu pai defendeu
A nova geração de Gana conta com um expoente que busca escrever seu nome na história do futebol do país. Depois de Abedi Pelé e Asamoah Gyan, que se tornaram ídolos por desempenho e gols decisivos, Antoine Semenyo é a bola da vez. Jogador do Manchester City, o atacante nasceu em Londres há 26 anos e sempre viveu no país. Porém, tomou uma decisão que encheu seu pai de orgulho e mostrou onde estão suas verdadeiras raízes.
"Vivendo na Inglaterra, você ouve comentários como: 'você deveria defender a Inglaterra'. Mas essa nunca foi realmente uma possibilidade que eu considerei. Gana demonstrou interesse em mim quando eu tinha 19 ou 20 anos, então eu jamais recusaria Gana", disse a fera, em entrevista recente.
Melhor jogador em campo na vitória sobre Panamá, na estreia da Copa do Mundo de 2026, Semenyo pode ajudar garantir a classificação da nação de sua família para a próxima fase justamente contra os ingleses, que conhece tão bem. A bola rola nesta terça-feira (23), às 17h, em Boston.
"Vai ser muito difícil, mas a vitória (na estreia) nos dá a confiança para buscar a classificação. Temos talento e algo a provar", disse a fera.
Pai de Semenyo jogou por Gana
O futebol está no sangue da família Semenyo. Afinal, seu pai, Larry, atuou profissionalmente e chegou a defender a seleção de Gana no fim da década de 80. E seu irmão, Jai, tem contrato com o Lorient e defende o time B do clube francês.
A primeira participação de Antoine Semenyo em Mundial foi em 2022. No entanto, ainda não havia demonstrando o nível de qualidade do ciclo atual. Tanto que saiu do banco de reservas para jogar apenas duas vezes. Gana, então, ficou atrás de Portugal e Uruguai e foi eliminada. Por sinal, o processo de formação do atacante foi difícil, com direito à reprovação de clubes ingleses até alcançar seu potencial.
Com o brilho recente pelo modesto Bornemouth, foi vendido para o City pelo equivalente a R$ 470 milhões na última de janela de transferências. Por lá, vem atuando como ala esquerdo ou ponta, função que faz na seleção, deixando o veterano Ayew no comando do ataque. Já fez 27 partidas e marcou 11 gols.
Há, inclusive, uma ligação curiosa com o Brasil nesta transferência. Afinal, Rayan deixou o Vasco para substitui-lo em sua ex-equipe, em fevereiro, e também chegou à Copa por conta da ótima perfomance na segunda metade da temporada da Premier League.
Como Pelé e Gyan se tornaram ídolos
A história de Gana guarda a memória de títulos de categorias de base e três Copas Africanas. O principal responsável por essas taças foi Abedi Pelé, ídolo da década de 80. No total, Ele marcou 33 gols pela seleção e foi eleito três vezes o melhor jogador do continente. Mas nunca disputou um Mundial.
Duas gerações depois, Asamoah Gyan também marcou seu nome no país com muitos gols, especialmente na maior competição do mundo. O ano de 2010 foi o mais emblemático, afinal, o atacante balançou as redes três vezes naquela edição, levando Gana às quartas de final. Inclusive, é o maior artilheiro da seleção, com 51 gols.
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