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Traficantes se ofereceram para matar Chilavert, diz Asprilla

Ex-atacante da seleção colombiana detalha conversa com criminosos após jogo das Eliminatórias da Copa de 1998

13 nov 2019
08h34
atualizado às 13h49
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O ex-jogador da seleção colombiana Faustino Asprilla revelou que um narcotraficante do país se ofereceu para assassinar o ex-goleiro paraguaio Chilavert depois que os dois atletas tiveram um desentendimento em 1997. "Precisamos que você nos dê autorização para que esses dois caras fiquem aqui no Paraguai, em Assunção, para matarem aquele gordo do Chilavert", disse o ex-jogador de Palmeiras e Fluminense no minidocumentário 'Faustino, o Grande'.

Foto: Gazeta Press

Asprilla acrescentou que respondeu na ocasião: "Como assim? Você está louco, vai acabar com o futebol colombiano e isso não pode acontecer. No futebol, o que acontece em campo permanece em campo." Na partida válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998, na França, disputada em 2 de abril de 1997 e vencida pelo Paraguai por 2 a 1, houve uma agressão mútua entre Chilavert e Asprilla aos 34 minutos do segundo tempo. Essa discussão se estendeu aos dois bancos de reservas e inflamou o público no estádio.

Segundo Asprilla, tudo aconteceu quando um narcotraficante conhecido com o pseudônimo de Julio Fierro o convidou e também ao ex-jogador de futebol Victor Hugo Aristizábal para o hotel onde estavam e foi ali que pediram 'autorização' para matar Chilavert. Sobre a situação, o ex-atacante disse que "essa era uma questão complicada, que não pode existir."

Com a seleção colombiana, Asprilla jogou os Jogos Olímpicos de 1992, as Copas América de 1993 e 1995, as Copas do Mundo nos Estados Unidos, em 1994, e França, em 1998, e a Copa do Ouro em 2000, na qual a Colômbia foi vice-campeã. Além de Palmeiras e Fluminense, o atacante atuou nos colombianos Cúcuta Deportivo, Atlético Nacional e Cortuluá, bem como nos europeus Newcastle e Parma, no mexicano Atlante, na Universidade do Chile e no Estudiantes de la Plata, o último clube de sua carreira em 2004.

Narcotraficantes no futebol colombiano

Os narcotraficantes tiveram grande envolvimento no futebol colombiano principalmente entre os anos 1980 e 90, até levando para campo uma rivalidade entre carteis, como acontecia com o Atlético Nacional, de Pablo de Escobar, e o América de Cali, comandado por Miguel Rodríguez Orejuela.

Em 1994, o zagueiro Andrés Escobar foi assassinado em Medellín, dez dias após marcar um gol contra e desclassificar o país da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O acusado pelo crime foi o narcotraficante Juan Santiago Gallón Henao. /Com informações da EFE

Estadão
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