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Técnico brasileiro é punido no México por homofobia

Tuca Ferretti, do Juarez, foi punido pela Federação Mexicana de Futebol com três jogos de suspensão, além de uma multa em dinheiro com valor não informado

12 nov 2021 10h46
| atualizado às 11h23
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Tuca Ferretti
Tuca Ferretti
Foto: Wikimedia Commons

O técnico brasileiro Ricardo Ferretti, o Tuca Ferretti, atualmente no comando do Juárez, foi punido pela Federação Mexicana de Futebol com três jogos de suspensão, além de uma multa em dinheiro com valor não informado, por causa de uma fala homofóbica após um jogo em Monterrey. Ele fez retratação, mas não se livrou do gancho e de uma dura bronca.

O México vem sendo punido regularmente pela Fifa ao longo do ano por cânticos homofóbicos de seus torcedores aos goleiros rivais, e a atitude do treinador acabou não passando impune pela FMF, que busca dar exemplos e tenta acabar com a intolerância no país.

Ao chegar para a coletiva, o experiente treinador de 67 anos, que há muito tempo trabalha no México, resolveu "provocar" os jornalistas. "Há velhinhas? Não? Maricas vão perguntar primeiro? O que vão perguntar primeiro?", indagou. Perante o silêncio de alguns segundos, Ferretti continuou: "Homens puros, então? Que bom, fizeram uma boa seleção".

A atitude gerou constrangimento entre alguns presentes e acabou nos tribunais. "A Comissão Disciplinar informa que, decorrente do procedimento de investigação que iniciou oficialmente a respeito dos acontecimentos no final da partida entre Tigres e Juárez, o sr. Ricardo Ferretti é sancionado financeiramente e com três jogos de suspensão, que deverá cumprir nas próximas rodadas por ter violado o disposto no Artigo 1 do Anexo III: 'Racismo e Discriminação' do Regulamento de Sanções da FMF, em vigor para a Temporada 2021-2022 e artigo 6º do Código de Ética", notificou a Federação Mexicana.

A entidade ainda prometeu não tolerar uma reincidência do treinador brasileiro. "O sr. Ricardo Ferretti é avisado sobre sua futura conduta, pois, caso volte a cometer atos desse tipo, a Comissão Disciplinar poderá lhe impor sanções mais severas", ameaçou.

O treinador se desculpou e prometeu não repetir tal grosseria e desrespeito. "Minha relação com a imprensa de Monterrey é muito especial. Quantas vezes você ouviu falar das piadas que eles contavam? Não tenho nenhum problema homofóbico em lugar nenhum. Sempre fui uma pessoa séria, mas com pessoas em quem confio sou um brincalhão. Talvez as piadas que eu costumava contar não valham mais", afirmou o treinador.

"Não foi minha intenção, não tenho problema, se alguém se ofendeu, peço desculpas", seguiu. "Não tenho Twitter, Instagram, nem redes sociais, não tenho nada, ainda lido com sinais de fumaça, o problema é que não me atualizo sobre certas coisas. Terei mais cuidado quando for a uma entrevista em Monterrey, naturalmente as pessoas ficam ofendidas, e é minha responsabilidade, para a instituição que represento, não fazer comentários inadequados."

Estadão
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