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Rafael Sóbis revela que 'fugiu' do Corinthians na base

Atacante está no Ceará e contou que abriu mão de contrato no time paulista por lealdade ao empresário

27 mar 2020
08h26
atualizado às 09h34
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O atacante Rafael Sóbis revelou que abriu mão de assinar contrato com o Corinthians em lealdade ao seu empresário. O jogador de 34 anos, que hoje defende o Ceará, contou que o fato ocorreu quando ele ainda estava nas categorias de base do time paulista.

Rafael Sobis virou profissional pelo Internaiconal (Foto: Ricardo Duarte/Internacional)
Rafael Sobis virou profissional pelo Internaiconal (Foto: Ricardo Duarte/Internacional)
Foto: Gazeta Esportiva

De acordo com Sóbis, ele só assinaria um contrato profissional se dispensasse seu agente na época. "Quando completei 16 anos me ofereceram um contrato, não vou citar pessoas, já tem 20 anos isso. Eles me obrigaram a levar meus pais e assinar. Eu seria 100% do Corinthians. Faltaria com lealdade ao meu empresário. Aí fugi para ir à Justiça. Eu fui leal. A história foi que falei que ia lavar a roupa para lavar e nunca mais voltei", contou o atacante, em entrevista ao canal Fox Sports.

Ainda na base, Sóbis se transferiu para o Internacional, onde sua carreira deslanchou. Teve passagens por Real Betis-ESP, Al-Jazira-EAU, Fluminense, Tigres, Cruzeiro e voltou em mais duas oportunidades ao Inter, além de passagens por seleção brasileira de base e principal. Ele chegou nesta temporada para defender o Ceará.

Sóbis se esquiva se ter aberto mão de assinar com o Corinthians foi um bom negócio. "Não sei se afetou, tive uma carreira boa, mas não quer dizer que não seria boa (se ficasse). Fui leal", afirmou o jogador, que chegou a ser sondado nos últimos anos para defender a equipe paulista.

O atacante não descarta, porém, que um dia possa voltar ao Corinthians. Entretanto, reforça que seu pensamento no momento é ajudar o Ceará, clube onde fez cinco gols neste ano. "Se eu render bem, se não tiver lesões, se for produtivo, posso me abrir para outros clubes ou seguir no clube que estou. Só no fim do ano saberei isso. Jogadores com 33 ou 34 só fazem contrato de um ano. É melhor para o jogador e clube. Quem sabe no fim do ano?", questionou.

Estadão
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