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Futebol

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Palmeiras e Estudiantes reeditam final da Libertadores após 58 anos

Final da Libertadores será disputada no estádio Centenário, em Montevidéu, mesmo palco da última decisão entre as equipes, em 1968

22 out 2026 - 23h39
(atualizado em 23/10/2026 às 00h00)
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Palmeiras e Estudiantes farão a final da Libertadores 2026
Palmeiras e Estudiantes farão a final da Libertadores 2026
Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO e THIAGO RIBEIRO/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão

O Palmeiras reencontrará o Estudiantes na final da Libertadores após 58 anos. O time argentino eliminou o Flamengo na disputa de pênaltis na noite desta quinta-feira, 22, em pleno Maracanã. As equipes empataram os dois jogos por 0 a 0 no tempo normal.

As duas equipes se enfrentaram na decisão de 1968, que terminou com título do Estudiantes. Os argentinos venceram a disputa em três jogos, após cada time vencer um confronto.

No primeiro, jogado no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina, o Estudiantes venceu por 2 a 1. Na volta, o Palmeiras fez 3 a 1 no Pacaembu. Pelas regras, não havia soma no placar, o que levou os times a disputar uma terceira partida, realizada no mesmo Estádio Centenário onde ocorrerá a final deste ano, em Montevidéu. 

O Palmeiras perdeu por 2 a 0 e o Estudiantes levantou seu primeiro troféu continental. Depois do título de 1968, emendou um bicampeonato em 1969 e 1970. Depois, só voltou a vencer em 2009, em final diante do Cruzeiro. Essa foi a última final que os argentinos jogaram na Libertadores.

Como foi Flamengo x Estudiantes

Após um empate por 0 a 0 no Maracanã, repetindo o placar de La Plata, o Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis por 3 a 2. Foi uma redenção para o goleiro Fernando Muslera, que fez uma péssima Copa do Mundo com o Uruguai. Ele defendeu as cobranças de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique.

Os argentinos enfrentarão na final o Palmeiras, que eliminou o Fluminense na quarta-feira. A final será no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, em 28 de novembro.

Diferente do primeiro jogo, o Flamengo até conseguiu ter posse de bola, jogou todo o segundo tempo com um jogador a mais, porém novamente não teve eficiência no ataque para tentar ao menos dar trabalho ao goleiro.

Com a eliminação, o time carioca deixa de reeditar a final da temporada passada, uma vez que o Palmeiras eliminou o Fluminense, também nos pênaltis. A final entre Brasil e Argentina será no dia 28 de novembro, no estádio Centenário, no Uruguai, coincidentemente, palco do título paulista em 2021.

Agora o Flamengo tem somente o Campeonato Brasileiro para disputar até o fim do ano. Defendendo a liderança, com um ponto à frente do Palmeiras, entra em campo na segunda-feira, diante do Atlético-MG, no Maracanã, no encerramento da 32ª rodada.

O Flamengo iniciou a partida ansioso. Acelerado, forçava lançamentos e cruzamentos na área sem trabalhar a bola. Enquanto o Estudiantes era frio em campo. Além de interromper qualquer avanço carioca, levou perigo com Rojo, parando em grande defesa de Rossi e, no rebote, Alex Sandro cortou. Na sequência, Baltasar experimentou de longe e carimbou a trave. O lance fez o Flamengo entender a partida. Com isso, passou a colocar a bola no chão e buscar as triangulações com calma.

Com pouco tempo, já equilibrou o duelo no número de finalizações, com Pedro fazendo lindo pivô de calcanhar para Emerson Royal, que chutou em cima de Núnez. Depois, o próprio camisa 09 tentou chute cruzado e Carrascal não chegou a tempo. Apesar de imprimir bom volume na reta final, o time de Leonardo Jardim não conseguiu traduzir em chances reais de gols e repetiu o desempenho ofensivo na Argentina, onde sequer conseguiu obrigar o goleiro Muslera a trabalhar.

O Flamengo voltou com a mesma postura do intervalo e ganhou um ânimo a mais quando Baltasar Rodríguez foi expulso com o segundo cartão amarelo. Com um a mais, enfim conseguiu colocar Muslera para trabalhar, em chute de Lucas Paquetá de fora da área. Ainda encaixotado na retranca do Estudiantes, Leonardo Jardim acionou Arrascaeta e conseguiu trocar mais passes próximo da área, mas ainda assim esbarrava na defesa argentina na hora da conclusão.

Com o passar do tempo e sem conseguir passar pela muralha adversária, a tensão foi tomando conta do ambiente. O Estudiantes já se abdicou de jogar, reservando-se apenas em rifar a bola. Na reta final, o Flamengo subiu o tom na pressão e Plata parou em Muslera. Depois o goleiro tirou com os olhos o cabeceio de Paquetá, tirando tinta da trave. Nos acréscimos, o time carioca voltou a abusar de lançamentos na área e, com a efetividade passando longe, a decisão foi para os pênaltis.

A série foi aberta com Arrascaeta e Sosa convertendo suas cobranças. Porém, Jorginho, com seu tradicional pulo antes do chute, parou em Muslera. Para sorte carioca, Cetré chegou a converter pela primeira vez, mas houve dois toques, na sua segunda oportunidade, isolou. Entretanto, Paquetá também parou no goleiro uruguaio e viu Mancuso colocar os argentinos na frente. Léo Pereira manteve o sonho vivo, mas na última cobrança, Bruno Henrique também parou em Muslera e deu adeus ao sonho do pentacampeonato. (*Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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