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Futebol

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Lula volta a atacar bets após reação de clubes e dispara: "Temos que acabar com a pouca vergonha no futebol"

Após clubes se posicionarem contra novas restrições às casas de apostas, presidente voltou a criticar o setor e defendeu o fim das bets no Brasil.

19 set 2026 - 10h15
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Resumo
O presidente Lula reafirmou sua intenção de acabar com as casas de apostas esportivas no Brasil, rebatendo nota conjunta de grandes clubes que alertavam para prejuízos financeiros com eventuais restrições ao setor. Classificando como "balela" a tese de que o esporte depende desses patrocínios, Lula priorizou o combate ao vício e ao endividamento da população em detrimento da arrecadação, afirmando que a Seleção Brasileira conquistou seus cinco títulos mundiais antes da chegada dessas empresas.
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Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação PT / Esporte News Mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fim das casas de apostas esportivas no Brasil. Durante um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta sexta-feira (18), o petista reagiu às críticas feitas por clubes de futebol contra possíveis novas restrições ao setor.

A declaração aconteceu um dia depois de grandes equipes brasileiras divulgarem uma nota conjunta alertando para os impactos que mudanças nas regras das apostas poderiam causar no futebol. Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Vasco, Fluminense, Cruzeiro e Grêmio estão entre os clubes que assinaram o documento.

Durante o discurso, Lula afirmou que não está preocupado com uma eventual perda de arrecadação e voltou a colocar os problemas relacionados ao vício em apostas como justificativa para defender o fim das plataformas.

"Eu decidi que vou acabar com as bets. Os times de futebol, liderados pelo Flamengo, Corinthians e por todos os times, disseram que se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol", afirmou.

Lula rebate argumento dos clubes

O presidente classificou como "balela" a possibilidade de que o fim das casas de apostas provoque o colapso do futebol brasileiro.

Para sustentar o argumento, Lula lembrou os cinco títulos mundiais conquistados pela Seleção Brasileira antes da popularização das apostas esportivas no país.

"O Brasil foi campeão do mundo em 1958 e não tinha bets; em 1962, não tinha bets; em 1970, não tinha bets; em 1994, não tinha bets; em 2002, não tinha bet. Depois apareceu a bet e não ganhou mais nada", disse.

Na sequência, o presidente voltou a criticar a presença das empresas de apostas no futebol.

"E vêm falar que acabar com a bet vai acabar com o futebol? Nós temos é que acabar com a pouca vergonha no futebol", declarou.

Clubes alertam para impacto financeiro

A reação de Lula ocorre após clubes e entidades ligadas ao futebol manifestarem preocupação com possíveis novas medidas contra as bets.

Na nota divulgada na quinta-feira (17), as equipes afirmaram que as empresas de apostas se tornaram uma importante fonte de receitas para o futebol brasileiro. Segundo os clubes, mudanças abruptas na regulamentação poderiam provocar perdas financeiras e aumentar a insegurança jurídica no setor.

O futebol brasileiro passou a ter uma forte relação comercial com as casas de apostas nos últimos anos, principalmente por meio de patrocínios nas camisas e de contratos de publicidade.

Lula, por outro lado, afirmou que o futebol brasileiro não depende das bets para existir e disse que pretende conversar com os clubes sobre o assunto.

Presidente cita endividamento de apostadores

Durante o comício, Lula também relatou histórias de pessoas que, segundo ele, teriam acumulado grandes dívidas por causa das apostas online.

O presidente contou que conversou recentemente com trabalhadores que teriam contraído dívidas de R$ 4 mil e R$ 10 mil. Depois disso, afirmou ter ouvido outras pessoas sobre os impactos financeiros provocados pelo jogo.

Entre os relatos mencionados por Lula está o de um empresário que teria acumulado uma dívida de R$ 2,2 milhões e o de uma mulher de 27 anos que, segundo o presidente, estaria devendo R$ 730 mil.

Lula também afirmou ter ouvido relatos de conflitos familiares e problemas graves relacionados ao vício em apostas.

"Esta jogatina na internet não é jogo de aposta, é um vício, é uma doença chamada ludopatia", afirmou.

"Se depender da minha vontade, vou acabar com a bet"

Lula reforçou que, pessoalmente, defende o encerramento das plataformas de apostas no país.

"Eu quero que vocês saibam: se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com a bet neste país", declarou.

O presidente também afirmou que a arrecadação gerada pelo setor não deveria ser colocada acima dos possíveis danos causados pelas apostas.

"Eu não posso perder a vida dos pobres jogando", disse Lula.

A discussão sobre o futuro das bets ocorre em meio à tentativa do governo de ampliar as medidas de controle sobre as apostas online. Ao mesmo tempo, clubes de futebol e empresas do setor argumentam que as plataformas já fazem parte da estrutura financeira construída pelo esporte brasileiro nos últimos anos.

Esporte News Mundo
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