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Futebol

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Jô relembra festas com Ronaldinho e fala sobre problemas com bebida: 'Não tinha controle'

Ex-atacante conta dos obstáculos enfrentados fora de campo e da sua relação com o ex-craque do Barcelona e da seleção brasileira

14 ago 2026 - 16h06
(atualizado às 16h16)
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O ex-atacante concedeu uma entrevista ao portal Ge, onde abordou alguns temas que cercaram sua carreira de mais de 20 anos no futebol. Ele falou sobre seus problemas com o álcool e da sua relação com Ronaldinho Gaúcho.

"Acho a palavra 'alcoólatra' muito forte, o caso era mais de que não tinha controle. Não era todos os dias (que bebia), mas, quando acontecia, eu não tinha freio. Talvez os profissionais de saúde digam: 'mas isso aí é alcoolismo'. No meu entendimento como ser humano, acho que não era. Hoje, graças a Deus, tenho esse controle, mas foi bem complicado", revelou o ex-jogador.

Jô, ex-atacante com passagem por Corinthians, Atlético-MG e Manchester City
Jô, ex-atacante com passagem por Corinthians, Atlético-MG e Manchester City
Foto: Reprodução/Legends Game Brasil via Instagram / Estadão

Além da bebida, Jô teve problemas judiciais na reta final da carreira e foi preso cinco vezes por não pagar pensão alimentícia. Ao todo, ele possui oito filhos de cinco relacionamentos.

"A rede social nada mais é do que um tribunal, com um monte de juízes te julgando o tempo inteiro sem te conhecer, sem saber a situação ou a história real. Não é uma situação confortável, mas, graças a Deus, consigo lidar com isso melhor do que imaginava. Hoje vou administrando para que esse tipo de problema não aconteça mais", disse.

Ainda na entrevista ao Ge, o ex-atacante relatou sobre sua proximidade com Ronaldinho, que atuaram juntos no Atlético-MG entre 2012 e 2014.

"O Ronaldinho é um cara super tranquilo. O negócio dele é ficar sentado, tocando o pagode dele com os amigos. Tem gente que imaginava as festas dele como as piores festas do mundo, com bagunça total. Ele fica no canto dele, toma a bebida dele, a gente faz um pagode, conversa com os amigos, dá risada. Essa é a festa que ele faz. O resto é folclore. Já aconteceu de ficarmos dois ou três dias lá, mas ele não obriga ninguém a ficar. A gente ficava porque queria, porque o ambiente era bom", contou.

Revelado pelo Corinthians, Jô foi negociado com o CSKA Moscou, da Rússia, em 2006. Após passagem por Manchester City, Everton e Galatasaray, ele retornou ao Brasil para atuar no Internacional.

No Atlético-MG, o ex-jogador conquistou a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, além de outros três títulos. Após brilhar no futebol asiático, Jô foi fundamental na conquista do Brasileirão de 2017, pelo Corinthians. Seu último clube foi o Itabirito, de Minas Gerais, no ano passado.

Estadão
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