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Futebol

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Investidor da SpaceX e maior banco dos EUA: os parceiros do novo plano comercial da Fifa

Entidade máxima do futebol estrutura criação de empresa para administrar eventos, inclusive a Copa do Mundo, e já tem holding para liderar grupo de acionistas minoritários

28 jul 2026 - 20h43
(atualizado às 20h46)
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O plano da Fifa de vender ações de uma nova empresa criada para administrar as competições da entidade já tem atores mobilizados para que o retorno financeiro esperado por Gianni Infantino seja concretizado. A base da concepção da Fifa Forward Enterprise (FFE) é formada por grupos americanos, das consultorias ao investidor já encaminhado até o momento.

Ainda restam algumas burocracias para a formalização, mas holding de capital permanente Thrive Eternal tem um acordo para liderar o grupo de acionistas minoritários da FFE. A Thrive tem cerca de 10% das ações do San Francisco Giants, tradicional equipe americana de beisebol, e pertence ao bilionário Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, por sua vez genro de Donald Trump.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante a final da Copa do Mundo de 2026.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante a final da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Embora possua essa conexão com Trump, grande aliado de Infantino, Josh mantém algum distanciamento do presidente americano, afinal é conhecido por um longo histórico de apoio a candidatos democratas.

O empresário de 41 anos foi um dos primeiros investidores da SpaceX, organização de tecnologia e transporte aeroespacial fundada por Elon Musk, e da OpenAI, empresa de inteligência artificial criadora do ChatGPT. Também levou investimentos da Thrive Capital ao Nubank e ao Spotify.

Joshua Kushner, que já investiu na SpaceX e OpenAI, será investidor de novo plano comercial da Fifa.
Joshua Kushner, que já investiu na SpaceX e OpenAI, será investidor de novo plano comercial da Fifa.
Foto: Reprodução/Instagram @joshuakushner / Estadão

A holding tem em seu quadro outro renomado executivo americano. Bob Iger, que foi CEO da Disney por 18 anos e deixou o cargo neste ano, assumiu recentemente um posto de conselheiro na Thrive.

Executivo envolvido com a Fórmula 1

Outro americano está envolvido na consolidação da FFE. Greg Maffei, ex-CEO da Liberty Media durante o período em que a empresa adquiriu e controlou a Fórmula 1, atuará como "consultor estratégico" na estruturação da empresa da Fifa. Depois de 19 anos na Liberty Media, Maffei fundou a BANN Ventures, sua própria empresa de investimentos focada em esportes, mídia e entretenimento.

A entidade máxima do futebol mundial também contratou o J.P. Morgan, maior banco dos Estados Unidos, como principal consultor do projeto. A instituição trabalha em conjunto com a OpenEconomics, da Itália, única organização não americana envolvida na constituição da FFE até o momento. A empresa é especializada em avaliação de impacto, conformidade com financiamento público e modelagem econômico.

"O presidente da Fifa e a administração da entidade têm a responsabilidade de conduzir o desenvolvimento deste projeto. Investidores externos deterão apenas uma participação minoritária na FFE e não exercerão qualquer papel operacional. Além disso, o investimento é feito em uma subsidiária da FIFA, e não na própria Fifa. Para a Fifa, nada muda", disse a Fifa no comunicado em que anunciou a nova empreitada.

Dinheiro para as confederações

A Fifa oferece US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) para as 211 federações nacionais aprovarem o plano da FFe. Um montante opcional de US$ 20 milhões já seria dado pela Fifa para cada Associação Membro para projetos especiais do chamado Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).

No planejamento divulgado , cada federação ainda receberia US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030 (o valor atual é de U$ 8 milhões). Nos ciclos seguintes, as federações nacionais ganhariam US$ 22 milhões (2031/2034) e US$ 24 milhões (2035/2038).

A entidade informou que, se criada, a FFE captaria US$ 4,2 bilhões (o equivalente a R$ 21,5 bilhões) ainda este ano para financiar o Fifa Fast-Forward (FFFP). A entidade que regula o futebol no mundo fala em uma "seleção criteriosa de investidores" a longo prazo, que teriam as participações minoritárias, sem ter domínio sobre a FFE. Os lucros líquidos do braço comercial seriam investidos no desenvolvimento do futebol no planeta, segundo a Fifa.

Estadão
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