Presidente de La Liga critica Fifa por liberar Balogun: "Modelo que deteriora a credibilidade"
Javier Tebas afirma que decisão não é um caso isolado, cobra mais transparência da entidade e diz que falta de diálogo com as ligas
O presidente da La Liga, Javier Tebas, criticou a decisão da FIFA de suspender o cartão vermelho aplicado ao atacante Florian Balogun, dos Estados Unidos. Assim o dirigente se tornou mais uma voz de oposição à medida e aproveitou o episódio para questionar a forma como a entidade conduz o futebol mundial.
Em publicação feita nesta terça-feira (7), Tebas afirmou que o caso não representa "um erro isolado", mas faz parte de "um modelo de governança que há muitos anos vem deteriorando a credibilidade da Fifa e do futebol em geral". Ele também criticou a falta de diálogo da entidade com as ligas nacionais, que, segundo o dirigente, sustentam o futebol profissional ao longo de todo o ano.
"Os Congressos da Fifa são: grandes encenações de unanimidade, nenhum debate real e decisões que chegam fechadas antes mesmo de começar a votação. Não há acordos com as ligas nacionais/domésticas, aprovam-se decisões que prejudicam constantemente as mesmas. O caso do jogador Balogun não faz mais do que reforçar esta percepção, é a ponta do iceberg, além disso, se as regras são aplicadas constantemente com arbitrariedade, a confiança desaparece. E sem confiança não há credibilidade institucional", afirmou parte do texto.
Pedido de transparência
No fim da manifestação, o presidente da La Liga defendeu um futebol mais transparente e cobrou o fim de "decisões unilaterais, discricionárias e arbitrárias". Além disso, pediu instituições que prestem contas de seus atos e respeitem as próprias regras.
Tebas se junta a outras figuras importantes do futebol que contestaram a decisão da Fifa. O ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, e a UEFA também criticaram a anulação da punição aplicada a Balogun.
Em resposta às críticas, o Comitê Disciplinar da FIFA afirmou, na segunda-feira (6), que a anulação de cartões vermelhos é uma medida disciplinar comum. Afinal, ela está prevista no Artigo 27 do Código Disciplinar.
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