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Entenda os motivos de Barcelona e Real Madrid sofrerem neste começo de temporada

Gigantes do futebol espanhol estão em má fase por motivos técnicos e políticos

28 out 2020
10h10
atualizado às 10h10
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Real Madrid e Barcelona, os dois gigantes do futebol espanhol, não estão bem neste início de temporada 2020/21. Não à toa, o líder do Campeonato Espanhol neste momento é a Real Sociedad, algo impensável tempos atrás. Na Liga dos Campeões, o Real é surpreendentemente o lanterna do seu grupo. Já o Barcelona tem nesta quarta-feira uma partida decisiva contra a Juventus na qual uma vitória é fundamental para tentar diminuir a crise que se instalou no clube.

Os motivos de os dois clubes estarem em má fase são distintos. Se no Real Madrid o técnico Zinedine Zidane tem encontrado dificuldades para fazer o time engrenar, no Barcelona o problema é político.

Na terça-feira, o presidente do Barça, Josep Maria Bartomeu, anunciou sua renúncia e de toda diretoria do clube espanhol. Ele estava no cargo desde 2014 e se viu no meio de uma crise agravada em setembro após Lionel Messi criticá-lo publicamente e dizer que queria deixar o clube. O argentino foi categórico ao afirmar que o presidente "não lhe deu atenção" e que "não cumpriu a sua promessa".

Bartomeu também vinha bastante pressionado no último ano devido à piora nas finanças do clube e ao declínio do rendimento da equipe, que chegou a um ponto crítico com a goleada por 8 a 2 para o Bayern de Munique nas quartas de final da Liga dos Campeões em agosto.

O clima ruim com a torcida começou ainda em janeiro, quando ele escolheu Quique Setién para substituir o técnico Ernesto Valverde em um momento em que todos estavam entusiasmados com um possível retorno de Xavi Hernández para comandar o time. No mês seguinte, Bartomeu ainda foi acusado de estar por trás de uma campanha de difamação nas redes sociais contra figuras do clube, com o objetivo de melhorar a sua própria imagem. Depois, em março, em meio à pandemia do coronavírus e com o clube enfrentando grave situação econômica, seis membros da diretoria renunciaram por divergências com Bartomeu.

Outro episódio desgastante foi quando o ex-presidente acusou os jogadores de não quererem baixar os seus salários durante a pandemia, sem nem ter consultado os próprios atletas. Acuado, Bartomeu até tentou iniciar uma revolução no Barça ao despedir Quique Setién e contratar o herói da Liga dos Campeões de 1992, o holândes Ronald Koeman. No campo político, ele antecipou as eleições para a presidência do clube, de junho para março de 2021. Nada disso, no entanto, foi suficiente para se manter no cargo.

LANTERNA

No Real, a campanha na Liga dos Campeões é péssima. Após estrear com derrota para o Shakhtar Donetsk na semana passada, o time só não perdeu o segundo jogo seguido graças a um gol salvador de Casemiro já nos acréscimos, que garantiu o empate por 2 a 2 com o Borussia Mönchengladbach na terça-feira.

Com este resultado, o clube somou seu primeiro ponto e está na lanterna do Grupo B, liderado pelo Shakhtar (4 pontos). Na Liga dos Campeões, o Real buscará a primeira vitória no dia 3 de novembro, em casa, diante da Inter de Milão.

Em muitas partidas, o time parece frágil na defesa e sem criatividade no ataque. Mas, apesar do momento ruim, Zidane diz estar "convencido" de que o passará de fase. Ele lembra que, na temporada passada, o Real também havia somado apenas um ponto nas duas primeiras rodadas da Liga dos Campeões. Na sequência, o time engatou duas vitórias consecutivas sobre o Galatasaray e encaminhou a classificação para a fase seguinte. Agora, o rival nas próximas duas partidas será a Inter de Milão.

Para, enfim, começar a engrenar, Zidane confia no belga Hazard. Recuperado de lesão, o jogador retornou à equipe depois de 81 dias na terça-feira e é a aposta para mudar a dinâmica do ataque da equipe.

Estadão
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