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Futebol Internacional

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Investigação por racismo contra Celeste Amarilla é aberta após ataques a Kylian Mbappé

A Procuradoria de Paris investiga a senadora paraguaia Celeste Amarilla por ataques racistas contra Kylian Mbappé após a partida entre França e Paraguai na Copa do Mundo.

7 jul 2026 - 16h01
(atualizado às 16h34)
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Investigação por racismo contra Celeste Amarilla é aberta após ataques a Kylian Mbappé
Investigação por racismo contra Celeste Amarilla é aberta após ataques a Kylian Mbappé
Foto: Esporte News Mundo

A investigação por racismo contra Celeste Amarilla foi aberta pela Procuradoria de Paris após a senadora paraguaia publicar ataques racistas contra Kylian Mbappé nas redes sociais depois da vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Segundo o The Guardian, o inquérito foi instaurado após a Federação Francesa de Futebol (FFF) apresentar uma denúncia à unidade nacional de combate ao ódio online. A investigação apura os crimes de injúria agravada e incitação ao ódio ou à violência.

Em comunicado divulgado na nesta terça-feira (7), a Procuradoria de Paris informou que os comentários investigados teriam sido motivados pela "origem, etnia, nacionalidade, raça ou religião real ou presumida da vítima". Caso seja condenada, a senadora poderá responder por crimes puníveis com até um ano de prisão e multa de € 45 mil.

Ataques racistas após França x Paraguai

Após a vitória francesa por 1 a 0, garantida com um pênalti convertido por Mbappé, Celeste Amarilla, senadora pelo Partido Liberal Radical do Paraguai, publicou uma série de ofensas racistas direcionadas ao capitão da seleção francesa.

Nas mensagens, classificadas pela FFF como "absolutamente repugnantes e inaceitáveis", a senadora descreveu Mbappé como um "camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio" e criticou a seleção paraguaia por não "ter dado um tapa nele no fim do jogo".

O atacante respondeu às publicações afirmando que Amarilla era uma "mulher desprezível e indigna do seu cargo" e declarou que ele não representava o Paraguai, país que, segundo ele, demonstrou paixão e honra durante toda a competição.

Mbappé também lamentou que o episódio tenha ofuscado a campanha histórica da seleção do Paraguai na Copa do Mundo:

"O mundo inteiro já esqueceu da trajetória e do esforço histórico que seus jogadores realizaram nesta Copa do Mundo, abrindo caminho para uma mulher incompetente que transmite a pior imagem possível de seu país".

Apoio de autoridades

O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou apoio ao capitão da seleção. "Mais um gol de Kylian Mbappé. Desta vez, contra o racismo", publicou nas redes sociais.

Segundo o gabinete presidencial francês, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, também entrou em contato com Macron para condenar as declarações da senadora e demonstrar solidariedade ao jogador.

O governo paraguaio divulgou nota afirmando que as declarações de Amarilla são "contrárias aos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e o respeito à dignidade humana que nosso país promove".

Amarilla admite racismo, mas recusa pedido de desculpas a Mbappé

Após a repercussão internacional do caso, Celeste Amarilla publicou uma carta aberta em francês e espanhol destinada a Mbappé. A parlamentar reconheceu que sua publicação foi racista, afirmou ter apagado as mensagens, mas declarou que não pretende pedir desculpas ao atacante.

"Sim, minha postagem contra Mbappé foi racista. Foi por isso que apaguei, foi lamentável. No entanto, não vou me desculpar".

Na mesma carta, Amarilla atribuiu suas declarações à irritação com o comportamento do jogador durante a partida e afirmou estar tentando mudar a forma como lida com esse tipo de situação.

A senadora também exigiu um pedido de desculpas de Mbappé, alegando ter sido vítima de violência política de gênero e afirmando que poderá recorrer à Justiça caso o atacante não se retrate:

"Não se meta com os paraguais, Mbappé. Aqui nós já prendemos o Ronaldinho. E não me subestime, Mbappé. Eu posso te processar, contrate um advogado e vão te dizer que eu sim posso ganhar de você. Violência de gênero, violêntica política contra a mulher… Isso é grave".

Esporte News Mundo
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