'Furacão' Harry Kane faz estrago e entra pra história em jogo ruim de assistir
Inglaterra venceu o Panamá por 2 a 0, garantiu a liderança do grupo e viu Harry Kane alcançar mais um feito histórico na Copa do Mundo
A Inglaterra cumpriu sua missão no último sábado (27), venceu o Panamá por 2 a 0 e confirmou a liderança do Grupo L da Copa do Mundo. Mas quem esperava um espetáculo ficou frustrado. Em um jogo de pouca criatividade, ritmo baixo e raros momentos de emoção, bastou a qualidade individual de Jude Bellingham e Harry Kane para resolver a partida e colocar os ingleses no caminho dos 16 avos de final.
Thomas Tuchel promoveu cinco mudanças na equipe depois do empate diante de Gana, tentando dar uma nova dinâmica ao setor ofensivo. Marcus Rashford até começou participativo, criando as melhores oportunidades da Inglaterra no primeiro tempo, mas esbarrou na boa atuação do goleiro Mosquera e na própria falta de intensidade da equipe inglesa.
O Panamá, por sua vez, mostrou organização defensiva e chegou até a assustar em alguns contra-ataques, obrigando Jordan Pickford a trabalhar, mas nada que trouxesse verdadeira surpresa vindo de um time já matematicamente desclassificado.
O roteiro só mudou na segunda etapa. Em uma jogada de bola parada, Bellingham apareceu livre para finalizar e abrir o placar, quebrando a resistência panamenha. Poucos minutos depois, o meia do Real Madrid mostrou mais uma vez por que é um dos principais nomes da nova geração inglesa ao encontrar Harry Kane dentro da área. O camisa 9 não desperdiçou e ampliou de cabeça.
O segundo gol teve um peso especial. Kane entrou para a história ao se tornar o maior artilheiro da Inglaterra em Copas do Mundo, reforçando sua condição de principal referência ofensiva da seleção. Sem fazer uma atuação brilhante, o atacante mostrou mais uma vez que precisa de poucas oportunidades para decidir.
Mais incertezas do que certezas
Apesar da vitória tranquila, a atuação inglesa deixou algumas dúvidas. A equipe voltou a apresentar dificuldades para acelerar a circulação da bola e criar chances em jogadas construídas. Contra adversários mais organizados, esse ritmo pode custar caro nas fases eliminatórias.
Ainda assim, o saldo para Tuchel é positivo. A Inglaterra termina a fase de grupos na liderança, preserva a confiança do elenco e ganha um Harry Kane cada vez mais decisivo em competições de mata-mata. O próximo compromisso será diante da zebra RD Congo, nos 16 avos de final, quando os ingleses buscarão manter vivo o sonho de conquistar uma Copa do Mundo que não vence desde 1966.
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