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Futebol Internacional

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Ex-rival de Infantino denuncia chantagem da Fifa em troca de ajuda à Jordânia

O dirigente acusou a Fifa de dever valores e de vantagem

4 ago 2026 - 14h07
(atualizado às 14h07)
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, em conferência com prefeitos nos Estados Unidos
Gianni Infantino, presidente da Fifa, em conferência com prefeitos nos Estados Unidos
Foto: Alex Wong/Getty Images / Esporte News Mundo

O príncipe Ali bin Hussein, presidente da federação da Jordânia, teceu graves acusações contra Gianni Infantino nesta terça-feira (4). O ex-concorrente do suíço em sua primeira eleição acusou o órgão máximo do futebol de ter chantageado em busca de apoio.

Em um comunicado na plataforma X, o dirigente explicou que seu país enfrentou diversos problemas em sua primeira participação na Copa do Mundo e fez questão de ressaltar que a Fifa não prestou qualquer ajuda para resolvê-los. Ele explicou que milhares de torcedores tiveram dificuldades de entrar nos Estados Unidos e também criticou o aumento significativo dos ingressos.

Além disso, Ali ainda revelou que a Fifa ainda não repassou à Jordânia o prêmio de sua participação na última Copa da Árabe, disputada no Catar, no ano passado.

Ali bin Hussein também revelou que a Fifa vem se recusando a ajudar sua federação há meses e a Fifa ainda pediu apoio para que ajudasse os jordanianos.

"Fica claro que o problema está, na verdade, na liderança. Há meses, a FIFA vem se recusando a nos ajudar em qualquer uma dessas ou outras questões — até que me foi comunicado verbalmente durante a Copa do Mundo que, se eu apoiasse Infantino, isso ajudaria muito a nossa Federação de Futebol", disparou o dirigente.

Confira toda a acusação abaixo:

"Não faltam questões relacionadas à FIFA. Gostaria de começar esclarecendo quais são algumas delas do ponto de vista da Federação de Futebol, especialmente no caso da Jordânia, que está participando de uma Copa do Mundo pela primeira vez.

Somos um país pequeno, com um orçamento mínimo para nossa Federação, e tivemos que enfrentar enormes obstáculos. Primeiro, levar nossos torcedores para os EUA: nem todos receberam vistos, mesmo tendo ingressos — que, como sabemos, foram vendidos a preços exorbitantes. Em segundo lugar, estamos sendo tributados pelo governo dos EUA por meio da FIFA por nossa participação. Dinheiro que deveria ir para os jogadores e a comissão técnica. Esse não foi o caso das seleções que jogaram e se prepararam no Canadá e no México. Mas, como estávamos nos EUA, agora enfrentamos esses enormes custos com impostos por termos participado.

Em terceiro lugar, estamos esperando desde dezembro pelo prêmio em dinheiro para nossos jogadores pela Copa Árabe no Catar, que é um evento da FIFA. O dinheiro que nossa equipe deveria receber por ter chegado à final ainda não foi repassado, enquanto, ao mesmo tempo, a FIFA se gaba de quantos bilhões tem em reserva.

Fica claro que o problema está, na verdade, na liderança. Há meses, a FIFA vem se recusando a nos ajudar em qualquer uma dessas ou outras questões — até que me foi comunicado verbalmente durante a Copa do Mundo que, se eu apoiasse Infantino, isso ajudaria muito a nossa Federação de Futebol.

Na Jordânia, nos orgulhamos de defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda a situação equivale a chantagem e nós nos recusamos a ceder a isso."

Esporte News Mundo
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