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República Checa derruba favorita Holanda e encara a Dinamarca nas quartas da Eurocopa

Dona de ataque poderoso na competição, com oito gols em três jogos, equipe holandesa viu seu setor ofensivo falhar no momento chave das oitavas

27 jun 2021 15h23
| atualizado às 18h41
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A Holanda é a primeira favorita a dar adeus à Eurocopa. Neste domingo, a seleção de Frank de Boer pagou caro por causa dos erros apresentados em Budapeste e, com derrota por 2 a 0 para a República Checa, na Arena Púskas, se despede nas oitavas de final após primeira fase perfeita. Os checos terão a Dinamarca pela frente por vaga nas semifinais.

Dona de ataque poderoso na Eurocopa, com oito gols em três jogos, a Holanda viu seu setor ofensivo falhar no momento chave das oitavas e, ao esbarrar na forte defesa checa, sai precocemente numa competição na qual tinha recursos e qualidade para ir bem longe.

Pelo terceiro confronto seguido a República Checa leva a melhor sobre a Holanda, provando que o triunfo deste domingo não foi por acaso. Sem vergonha de marcar forte, a seleção sabe como encarar os adversários. Se fecha atrás e sai bem em velocidade ou apostando no forte jogo aéreo e de imposição física.

O artilheiro Stich mais uma vez deixou sua marca. Ele fechou a conta na Arena Púskas e já soma quatro gols na Eurocopa. Se sabe como se portar diante da Holanda, os checos são ainda melhores contra a próxima rival, Dinamarca, da qual saiu vencedora nos dois embates pela competição.

Após três vitórias seguidas e boas apresentações na primeira fase, a Holanda pisou como favorita na Arena Púskas, em Budapeste. Os checos não escondiam que eram azarões, mas prometiam lutar para equilibrar o confronto. Os holandeses começaram realmente em cima, atuando no campo de ataque. A adversária de segurava bem, contudo, e ainda quase abriu o marcador em raro ataque antes de pausa para reidratação.

A pausa fez bem aos checos, que voltaram ousando um pouco mais. Dono de gol do meio campo na competição, Stich arriscou de fora da área, mandando na mão de Stekelenburg. O goleiro holandês, por sinal, era quem tentava colocar o time no ataque com ligação direta.

Diante de um paredão, o jovem e renovado esquadrão holandês não conseguia apresentar seu repertório e era presa fácil para a forte marcação. Pior, ainda passava aperto atrás quando era atacada. Com futebol burocrático e apresentação bem abaixo do esperado, a Holanda foi para o vestiário com resultado ruim e sob vaias dos torcedores checos. Faltou brilho à favorita e, por consequente, o primeiro tempo não agradou.

A segunda etapa começou da pior maneira possível para a Holanda. Malen arrancou sozinho e, cara a cara, optou por tentar driblar o goleiro Vaclik e acabou perdendo a chance de ouro. Imperdível numa decisão. No lance seguinte, Ligt corta a bola com a mão para evitar possível chance de gol dos checos e acaba expulso após recomendação do VAR. O árbitro havia dado apenas o amarelo.

Com um a menos em campo, os favoritos teriam de buscar superação. Se já sofriam com 11 contra 11, sem um defensor o trabalho seria dobrado. Quem só queria se defender agora apenas atacava. Era sufoco da República Checa. De tanto apertar, o gol saiu. Na jogada aérea, a força dos checos. Cruzamento para Kalas, na esquerda, que cabeceou para o outro lado da área e na cabeça de Holes. O camisa 9 estufou as redes. O experiente goleiro Stekelenburg ficou perdido no lance.

Frank de Boer, em atitude desesperada para os 15 minutos finais, abriu mão do jogo de toques ao colocar o grandalhão Weghorst na área. Se abriu ao sacar um volante e pagou caro. Contragolpe rápido e o artilheiro Stich apareceu na área para ampliar em leve desvio e fechar a conta. Quarto gol do camisa 10 na Eurocopa e vitória sem sofrimento dos azarões.

Estadão
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