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Bayern corta salários de atletas não-vacinados contra covid

Quinteto, que é contra a imunização obrigatória, teve contato com uma pessoa diagnosticada com a doença, segundo o clube

22 nov 2021 16h49
| atualizado às 17h05
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Kimmich, Gnabry, Musiala, Cuisance e Choupo-Moting estão fora do jogo com o Dínamo de Kiev pela Liga dos Campeões, nesta terça-feira, "após contato com uma pessoa diagnosticada com a covid-19", de acordo com o clube. O quinteto é contra a vacinação e terá o salário cortado neste período de quarentena obrigatório de ao menos uma semana. De acordo com as novas leis na Alemanha, empresas podem reduzir os vencimentos de pessoas não imunizadas e os jogadores foram enquadrados nesta recomendação do governo, regulamentada no dia 1° de novembro.

Kimmich é um dos jogadores não-vacinados do Bayern
Kimmich é um dos jogadores não-vacinados do Bayern
Foto: Reuters

O Bayern vem sofrendo com a insistência de seus atletas evitarem as vacinas. Na semana passada, antes da derrota para o Augsburg, pelo Campeonato Alemão, eles foram impedidos de se concentrarem com o elenco em um hotel na Baviera. Mesmo assim, três deles estavam entre os relacionados.

Ocorre que agora serão ausências sob a possibilidade de estarem com a covid-19. O quinteto ficou irritado pelo vazamento da notícia que terá o salário cortado e ameaça ir à justiça contra o clube. Kimmich já falou abertamente que não tomará vacina antes de saber quais serão as reações num período curto.

O assunto irritou o técnico Julian Nagelsmann, que pediu para tais notícias serem preservadas dentro do clube para evitar tumultos desnecessários. "Não estou feliz que certas informações internas vazem. Sobre coisas privadas, coronavírus, o motivo, o que eles têm que pagar, o que eles recebem e o que não recebem. Não são coisas que põem em risco o nosso sucesso esportivo, mas seria bom se fosse um pouco mais fechado. Faz parte do negócio, mas não é a parte boa do negócio", disparou.

"Basicamente, me divirto mais quando tudo vai bem. Esses ruídos fazem parte do Bayern, sempre foi assim. Porém, me surpreendo que sejamos o único clube que passa por algo assim", seguiu o técnico, dizendo aceitar a opinião de todos e achando exagerada a polêmica. "É uma distinção de um grupo que pode discutir coisas polêmicas e a equipe faz isso. Podem haver opiniões diferentes. Não creio que vá quebrar a equipe, mas que vai servir para ela crescer."

Estadão
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