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Futebol Internacional

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Chefe de arbitragem da Uefa defende menor uso do VAR em partidas: "Não é PlayStation"

Roberto Rosetti pede que árbitros retomem protagonismo e afirma que tecnologia deve corrigir apenas erros claros; Uefa também prepara plataforma para explicar funcionamento do VAR

12 ago 2026 - 16h23
(atualizado às 16h23)
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Logo da UEFA Champions League
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Foto: David Ramos/Getty Images / Esporte News Mundo

O chefe de arbitragem da Uefa, Roberto Rosetti, defendeu uma mudança na forma como o árbitro de vídeo é utilizado no futebol europeu. Para o italiano, o VAR tem sido acionado de maneira excessiva e precisa voltar a cumprir sua função original: corrigir erros graves e evidentes, sem interferir em lances considerados interpretativos ou em detalhes mínimos das partidas.

Segundo o ge, a declaração aconteceu durante um encontro que reuniu profissionais responsáveis pela arbitragem das principais ligas europeias. Rosetti discutiu o assunto com árbitros de Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália e afirmou que a intenção da entidade é buscar maior uniformidade nos critérios utilizados dentro de campo e nas competições continentais.

Rosetti pede cautela com o VAR

Ex-árbitro e responsável pela arbitragem da Uefa, Rosetti demonstrou preocupação principalmente com o tempo que as revisões consomem durante as partidas. Segundo o italiano, a tecnologia não deve transformar o futebol em uma sequência de análises minuciosas em busca de qualquer irregularidade.

"Queremos evitar situações microscópicas. O contexto é muito importante. Isto é futebol, não é PlayStation. Temos de ter muito cuidado."

Para Rosetti, o uso do VAR deve permanecer restrito a situações realmente relevantes. O dirigente também apontou que alguns jogadores passaram a tentar provocar revisões ao simular determinados acontecimentos durante as partidas.

A ideia, segundo ele, é devolver parte do protagonismo aos árbitros de campo.

"Queremos regressar à origem do VAR. Não estamos satisfeitos com este tipo de utilização. Queremos tentar recuar um pouco e colocar novamente os árbitros no centro."

A declaração representa uma defesa de um VAR mais seletivo, no qual a tecnologia funciona como ferramenta de correção e não como mecanismo para revisar constantemente as decisões tomadas durante os 90 minutos.

Uefa prepara plataforma para explicar o VAR

Além da discussão entre os árbitros, a Uefa anunciou durante o encontro uma nova iniciativa voltada aos torcedores. A entidade prepara a plataforma Clear Line, que ficará disponível em seu site.

O espaço terá como objetivo explicar ao público quais situações podem ser analisadas pelo VAR e em quais circunstâncias a tecnologia não pode interferir. A proposta é aumentar a compreensão sobre os protocolos da arbitragem e esclarecer dúvidas comuns relacionadas às revisões.

A Uefa também pretende utilizar as discussões com os principais árbitros das ligas nacionais para aproximar os critérios adotados nos diferentes países europeus. A expectativa é que essa padronização também tenha reflexos nas competições organizadas pela própria entidade.

Esporte News Mundo
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