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Futebol Internacional

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Presidente do Manchester City se manifesta sobre acusações: "vamos provar nossa inocência"

Acusado de infligir regras envolvendo receitas e faturamentos neste sexta-feira, o presidente do Manchester City se manisfesta sobre o que foi noticiado

26 set 2026 - 22h05
(atualizado às 22h05)
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Resumo
Após notícias indicarem que o Manchester City foi considerado culpado em 114 de 115 acusações por violações financeiras na Premier League, o presidente do clube, Khaldoon Al Mubarak, reafirmou a inocência da equipe e pediu foco esportivo, citando o sigilo legal para não expor a defesa. A liga ainda não confirmou o veredito do processo, que segue aberto e pode acarretar perda de pontos, multas ou expulsão, gerando apreensão entre rivais que já avaliam pedir indenizações por prejuízos esportivos.
Khaldoon Al Mubarak, presidente do Manchester City. (Photo by Carl Recine/Getty Images)
Khaldoon Al Mubarak, presidente do Manchester City. (Photo by Carl Recine/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

Após veículos noticiarem que o Manchester City teria sido declarado culpado por grande parte das 115 acusações relacionadas às regras financeiras da Premier League, o presidente do clube, Khaldoon Al Mubarak, pronunciou-se sobre o assunto em mensagem publicada, direcionada aos torcedores, neste sábado (26).

No pronunciamento, ele destacou que a ação movida contra os ingleses está longe de acabar e que a inclinação dos Cityzens se mantém desde o começo do caso. Em fevereiro, a Premier League acusou o time de Manchester de ter infringido regras que vêm de alguns anos antes em relação às receitas de patrocínio, pagamentos e cumprimento das normas financeiras.

Na sexta-feira (25), veículos de notícia da Inglaterra divulgaram informações de que uma comissão independente apontou que, das 115 acusações, em 114 delas a equipe de fato foi culpada. Apesar disso, a liga em si não confirmou de forma oficial o resultado, o clube também não reconheceu e o caso segue em sigilo absoluto.

No comunicado publicado por Al Mubarak, ele afirmou que os argumentos usados pela defesa e que trazem confiança para o clube não podem ser divulgados. O que impede isso são as regras de confidencialidade que envolvem o caso, impedindo que o clube solte informações referentes a isso.

"Há muitas coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês para ajudá-los a entender por que nos sentimos tão confiantes em nossa posição. Mas o estrito sigilo do processo legal e nossa determinação em respeitá-lo significam que não posso fazer isso neste momento. Mesmo esta carta passou por diversas verificações legais para garantir sua conformidade." - disse o dirigente.

Sobre o ambiente que foi criado em torno depois das informações divulgadas, o presidente externou que o Manchester City já passou por momentos complicados e, em sua visão, a postura do clube não mudou em nenhum momento com as suposições do veredito.

Para completar e encerrar o assunto, Al Mubarak confirmou que existem pessoas dispostas a prejudicar o time inglês e que, apesar disso, o Manchester City não irá permitir que isso interfira em seu momento esportivamente.

"Ainda existem muitos que querem minar o bom momento do nosso clube. Não lhes daremos essa oportunidade."

As sanções ainda não foram discutidas, até porque o caso ainda não chegou ao fim. Mas, de acordo com as regras da Uefa e da Premier League, as punições poderiam envolver multa, dedução de pontos e até a expulsão da Premier League. O processo pode impactar outros clubes; times que atuam na elite inglesa já estão procurando por ajuda jurídica, caso porventura precisem recorrer, exigindo pedidos de indenização, caso entendam que foram prejudicados pelas infrações cometidas pelo City.

A discussão engloba possíveis perdas de pontos, influenciando na tabela, premiações ou vagas em competições europeias. Ex-dirigente do Liverpool, Aston Villa e Chelsea, Christian Purslow, em entrevista para a "BBC Radio 4", atestou que, se os pedidos de indenização aumentarem, poderia fazer um efeito dominó, atingindo vários clubes e temporadas seguintes.

"É uma espécie de 'onde isso vai parar?', porque, se você analisar cada temporada, todos os 19 rivais da Premier League naquela temporada, em diferentes graus, sofreram perdas fáceis de calcular", disse Purslow na entrevista.

Esporte News Mundo
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