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Infantino cita Cabo Verde para defender plano da Fifa e rebate críticas da Uefa: 'Não é obrigação'

Presidente da entidade máxima do futebol defende projeto que prevê investimento privado e causa controvérsia entre europeus

29 jul 2026 - 19h13
(atualizado às 19h16)
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, usou o exemplo de Cabo Verde para defender a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta que prevê a formação de uma empresa controlada pela entidade para administrar os direitos comerciais de suas competições, incluindo a Copa do Mundo.

Segundo Infantino, o objetivo é aumentar as receitas da Fifa e ampliar os investimentos destinados às 211 associações nacionais, especialmente às federações de menor expressão.

Gianni Infantino propôs a criação de empresa para que a Fifa receba investimentos privados.
Gianni Infantino propôs a criação de empresa para que a Fifa receba investimentos privados.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Uma década de investimentos do FIFA Forward ajudou países como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão a disputar a Copa do Mundo pela primeira vez. Queremos ajudar a criar os próximos Cabos Verdes", afirmou em vídeo divulgado pela Fifa.

Diante de críticas vindas principalmente da Uefa, o dirigente ressaltou que a FFE ainda é apenas uma proposta e dependerá da aprovação das associações filiadas e do Conselho da Fifa.

"É parte de um processo democrático, de consulta. E, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação", reiterou. Infantino estabeleceu prazo de 53 dias para a aprovação ou não do projeto.

Caso seja implementada, a nova estrutura ficará responsável pela exploração comercial das competições da entidade, reunindo direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e novos negócios.

De acordo com Infantino, o projeto permitiria elevar os repasses do programa FIFA Forward de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões por federação no próximo ciclo. As associações ainda poderão solicitar outros US$ 20 milhões por meio do programa FIFA Fast Forward, alcançando um potencial de financiamento de US$ 40 milhões.

O presidente da Fifa também buscou afastar críticas de que a iniciativa representaria uma mudança no controle da modalidade. "A Fifa continuará governando o futebol sem qualquer interferência externa. A Copa do Mundo continuará sendo da Fifa", concluiu.

A gestão de Gianni Infantino na Fifa enfrenta crescente oposição da Uefa, liderada por Aleksander Ceferin. A tensão aumentou após o anúncio da proposta da FFE, com ameaça de boicote dos europeus à Copa do Mundo de 2030.

Estadão
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