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Futebol

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Herói da classificação do Iraque é interrogado por 7 horas nos EUA; fotógrafo da seleção é deportado

Aymen Hussein foi submetido a verificações ao desembarcar em Chicago, enquanto Talal Salah teve a entrada negada e precisou retornar a Bagdá

6 jun 2026 - 19h12
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A chegada da delegação do Iraque aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo foi marcada por episódios fora das quatro linhas. Principal nome da equipe e autor do gol que garantiu a vaga no Mundial, o atacante Aymen Hussein passou por um longo processo de interrogatório ao desembarcar em Chicago. Já o fotógrafo oficial da seleção, Talal Salah, teve a entrada no país recusada e acabou deportado para Bagdá.

Aymen Hussein foi detido por 7 horas nos Estados Unidos.
Aymen Hussein foi detido por 7 horas nos Estados Unidos.
Foto: Divulgação/IFA / Estadão

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Hussein permaneceu por quase sete horas sob procedimentos de verificação no Aeroporto Internacional O'Hare. Durante o processo, agentes realizaram inspeções em seus pertences, incluindo o telefone celular do jogador, antes de autorizarem sua entrada no país.

Até o momento, nem o atacante nem a Federação Iraquiana de Futebol se manifestaram oficialmente sobre o caso. As autoridades norte-americanas também não comentaram os relatos envolvendo a delegação iraquiana.

Aos 30 anos, Hussein é uma das principais referências da seleção que retorna à Copa do Mundo após quatro décadas. O atacante do Al-Karma foi decisivo ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia na repescagem intercontinental, resultado que assegurou a classificação iraquiana para o torneio.

Além da trajetória no futebol, o jogador carrega uma história marcada por tragédias pessoais. Seu pai, que servia às forças armadas iraquianas, morreu em um ataque atribuído à Al Qaeda em 2008. Seis anos depois, seu irmão foi sequestrado por integrantes do Estado Islâmico e nunca mais foi localizado.

Fotógrafo teve entrada negada

A situação mais grave envolveu Talal Salah, fotógrafo que acompanha a seleção iraquiana. De acordo com a agência iraquiana Shafaq, ele ficou detido por cerca de 13 horas após desembarcar nos Estados Unidos.

Ainda segundo a publicação, Salah foi submetido a verificações semelhantes às realizadas com membros da delegação, incluindo análise de seu telefone celular. Ao final do processo, as autoridades negaram sua entrada no país e determinaram seu retorno imediato ao Iraque.

A Reuters também confirmou a informação com um funcionário ligado ao Comitê Olímpico Iraquiano, que relatou a deportação do profissional após horas de interrogatório.

A ausência de Salah já tem reflexos na cobertura da equipe. Nas redes sociais da seleção iraquiana, ainda não há registros fotográficos da chegada da delegação aos Estados Unidos. A publicação mais recente relacionada ao Mundial mostra apenas o embarque do grupo rumo ao país-sede.

O Iraque está no Grupo I da Copa do Mundo e fará sua estreia no dia 16 de junho contra a Noruega. A chave ainda conta com França e Senegal. Após 40 anos longe do torneio, a seleção busca repetir o feito histórico de sua única participação anterior em Mundiais.

Estadão
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